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Everyday Chemistry
Os Beatles não acabaram!
Leiam esta história fantástica e escutem este álbum gravado numa outra dimensão!
Traduzido e adaptado livremente por Antonio Celso Barbieri
Introdução
Caros leitores, acreditem, na minha idade já vi de tudo mas esta história fantástica ganhou o troféu. Um dia recebi uma mensagem perguntando a data do lançamento de um álbum dos Beatles chamado Everyday Chemistry. Como não conhecia este álbum, contatei o meu amigo Marco Antonio Mallagoli, do Fã Clube Revolution. Como ele também desconhecia o mesmo e, partindo do princípio de que, se Marco não conhece, simplesmente este álbum não existe, fiquei ainda mais intrigado. Então, curioso, pensando que fosse uma brincadeira, fui buscar na Internet.
Bom, um link levou-me a outro, até que acabei chegando a um site que não só permitiu-me baixar este álbum inteiro, como também contava uma história absurdamente incrível de como o autor conseguiu esta fita rara. Nem preciso dizer que não resisti à tentação de traduzir esta história para vocês.
Obviamente trata-se de um conto de pura ficção científica, mas tenho que tirar o chapéu para o autor anônimo desta façanha, pois não só a fita em questão é muito bem mixada, mostrando que o autor realmente conhece os Beatles e sabia muito bem o que estava fazendo, como também seu texto foi escrito numa linguagem bem acessível e com o público certo em mente. Parabéns!
Trata-se de uma gravação muito curiosa que certamente já deve ter deixado muita gente com a pulga atrás da orelha! De uma coisa podem estar certos: o autor desta fita é músico, e dos bons! Esta fita é fenomenal!!!
Antonio Celso Barbieri
Sobre este álbum
Everyday Chemistry é um álbum estranho, um tipo de remix ou colagem sonora produzido por um artista desconhecido. As músicas do álbum incorporam faixas vocais e instrumentais de canções de toda a carreira solo de George Harrison, John Lennon, Paul McCartney e Ringo Starr. O álbum está disponível, na íntegra, para download gratuito em um site chamado The Beatles Never Broke Up (Os Beatles Nunca se Separaram).
Em resumo, Everyday Chemistry é divulgado como sendo um álbum de estúdio "inédito" dos Beatles que acabou, em circunstâncias misteriosas, nas mãos de uma pessoa que não quis identificar-se e que preferiu apenas usar o pseudônimo "James Richards". Este indivíduo, mais tarde, postou uma fantástica história de como conseguiu esta gravação, aproveitando para junto colocar uma versão digitalizada desta fita "inédita" contendo o álbum na Internet.
Curiosamente, a data em que o webmaster afirma ter obtido a fita foi 9 de setembro de 2009, o mesmo dia em que as caixas contendo todos os álbuns de estúdio dos Beatles (estéreo e mono) remasterizados foram lançadas. Esta data, em si, foi escolhida devido à sua ligação com John Lennon e os estranhos acontecimentos relativos ao número 9, que ele observou ao longo de sua vida.

Supostamente este é o lugar próximo à Del Puerto Canyon onde a coisa toda acontenceu.
A História
O que se segue é um relato real de minhas experiências, tal como aconteceram. Devido à natureza do ocorrido, devo permanecer no anonimato até que sinta que é seguro revelar meu nome verdadeiro, mas por agora vocês podem se referir a mim como James Richards.
Em 9 de setembro de 2009 eu experimentei algo que ainda tenho dificuldade em acreditar que me aconteceu. Acabei dono de uma fita cassete contendo um álbum dos Beatles que nunca foi lançado. Na verdade, não só ele nunca foi lançado como foi gravado muitos anos depois que a banda se separou (não estou falando do Klaatu).
Agora, este é o momento em que a história se torna um pouco mais inacreditável, e é quase embaraçoso tentar explicar este incidente para vocês, com medo de que me vejam como um completo louco. Devo lhes assegurar: eu não sou louco e não tomo drogas, e espero que o áudio dessa fita (que vocês já devem estar escutando) seja prova suficiente de que existe algo mais do que se pensa por aí...
Eu moro em Livermore, Califórnia, mas em 9 de setembro eu estava dirigindo, voltando para casa de Turlock, depois de visitar um amigo por alguns dias. Eu tinha o meu cão, uma cadela, comigo e não tinha nenhum plano para o dia, então decidi dar um passeio por um lugar chamado Del Puerto Canyon, a oeste de Turlock. Lá existe uma estrada com um visual legal que passa por Livermore. Como não passava por ali já fazia um bom tempo, decidi tomar este caminho para casa. Eram mais ou menos duas da tarde.
Já fazia algum tempo que tinha entrado pelo Canyon quando notei que minha cadela começou a ficar inquieta, agindo como se precisasse fazer suas necessidades. Então, no primeiro acostamento possível, parei ao lado da estrada, abri a porta e deixei-a sair. Também aproveitei para sair e dar uma esticada nas pernas. No começo não percebi, mas então ouvi o cão latindo a uns 30 metros de distância... ela estava perseguindo um coelho. Minha cadela é obediente, mas se ela está perseguindo alguma coisa, não há quem a pare; portanto, a única coisa que eu podia fazer era também participar da perseguição.
Eles já estavam bem à frente, então tive que acelerar bastante. Era difícil correr porque o chão de terra era macio e com manchas irregulares. Não consegui avançar muito nessa perseguição porque pisei num buraco de coelho, caí e desmaiei.
Quando acordei, eu estava em uma sala. A sala estava mobiliada com alguns móveis e alguns aparelhos eletrônicos. Alguém tinha cuidado de mim, pois eu tinha um curativo na cabeça, mas sentia-me desconfortável com a situação, porque eu tinha caído e batido minha cabeça numa área despovoada e muito rural, sem casas e, agora, do lado de fora da janela do quarto onde estava, podia ouvir o barulho de tráfego.
Eu não estava perto da janela do quarto que, na verdade, ficava localizada do outro lado, ao lado de uma máquina eletrônica incomum, um equipamento que eu não conhecia e nunca tinha visto antes. A única razão pela qual este equipamento se destacou foi porque parecia fora de lugar na casa e não combinava com a mobília. Decidi me levantar e olhar para fora da janela, mas a porta se abriu e meu cão entrou correndo, muito animado em me ver. Quando olhei para cima, havia um homem parado à porta. Ele tinha cerca de 1,80 m de altura, cabelos pretos de comprimento médio e estava bem vestido, mas de forma casual. Ele me lançou um olhar meio estranho, daquele tipo “tem um problema aqui”, se você sabe o que quero dizer.
Ele se apresentou como Jonas e me perguntou se eu estava bem, ao que respondi que sim. Disse que me encontrou inconsciente em um campo, com meu cachorro latindo para mim. Agradeci por ele ter me ajudado e também à minha cadela, e disse que até estava surpreso por meu cão ainda ter voltado para mim. Então fiz a pergunta que me faria começar a questionar se, de fato, eu tinha enlouquecido…
“Onde estou?”
“A cerca de 20 metros de distância de onde encontrei você”, respondeu.
Repliquei que isso não poderia ser possível, porque não havia casas próximas por pelo menos 20 quilômetros de onde me lembrava de estar. Ele então me disse que o que iria dizer a seguir seria muito chocante e inacreditável, e que, se ele mesmo não tivesse experimentado, não acreditaria. Ele olhou para a máquina perto da janela, depois para mim, e disse que tinha me transportado para uma Terra paralela. Disse que havia viajado até a Terra na nossa dimensão e me encontrado nocauteado, sob um calor escaldante, sem ninguém por perto para me ajudar. Normalmente, não transportava estranhos através de um portal, mas, no meu caso, achou que eu precisava de ajuda urgente.
Imediatamente comecei a fazer perguntas sobre a viagem para mundos paralelos, já que tudo o que eu sabia sobre o tema vinha de vídeos de Michio Kaku no YouTube. Ele pediu para que eu me acalmasse, dizendo que iria explicar tudo. Aparentemente, embora essa máquina pudesse ser perigosa o suficiente para causar a morte, em seu mundo uma máquina para viagens entre universos paralelos podia ser comprada com relativa facilidade e, embora não fosse barata, era muito popular. Na década de 1950 de sua dimensão, o governo foi confrontado com a decisão de continuar financiando um programa espacial (acredito que a NASA) ou um programa de dimensão paralela chamado ARP-D. Não me lembro do que a sigla representava, mas tenho certeza de que o “PD” referia-se a “Dimensões Paralelas”, e lembro da sigla porque a notei em vários equipamentos eletrônicos no quarto onde eu estava.
Ele então explicou o perigo real em usar uma dessas máquinas para explorar novas dimensões: como existe uma quantidade infinita de Terras em outras dimensões, apenas uma pequena parte pode ser explorada. O problema é que, ao atravessar o portal, existe uma grande chance de o viajante morrer de alguma forma. Ele me disse que as pessoas podem morrer numa queda (se o solo não estiver próximo o suficiente para que o portal se abra), morrer afogadas (existem mundos cobertos de água, e é difícil reabrir um portal submarino), morrer queimadas devido a questões atmosféricas… Para evitar isso, seria necessário saber antecipadamente que não haveria problemas na dimensão para a qual se estaria viajando. Assim, seu governo começou a pesquisar para descobrir mundos “seguros” para transporte e chegou a criar pontos públicos com um tipo de menu onde as pessoas podiam escolher mundos seguros para visitar.
Muitos desses mundos são mundos com vegetação exuberante, nunca arruinada pelo homem, esperando apenas para serem invadidos pela grande população superlotada do mundo dos viajantes. Ele comentou sobre novas indústrias que surgiram por causa disso, algumas funcionando como “corretores de vida dimensional”, oferecendo ao viajante a chance de viver como alguém novo em um mundo semelhante já estabelecido, um mundo cujos habitantes ainda não sabem sobre viagens dimensionais ou sobre a existência de pessoas que atravessam essa fronteira. Jonas disse que era explorador de uma dessas agências de viagens dimensionais e estava à procura de novas dimensões desconhecidas — e foi por isso que veio até minha Terra.
Conversamos sobre muitas coisas. Foi interessante conhecer as semelhanças e diferenças entre nossos mundos: comida, cultura, TV, tecnologia… falamos sobre muitos assuntos. Também começamos a falar sobre música, um tema especialmente interessante porque havia muitas bandas iguais entre nossos mundos, incluindo os Beatles. Quando o nome dos Beatles veio à tona, Jonas mencionou que seu irmão acabara de voltar de um concerto onde eles haviam tocado recentemente.
Quando ele disse isso, fiz uma cara estranha e perguntei:
“Você quer dizer que eles ainda estão juntos?”
Ele respondeu que sim.
Então contei a ele como eles haviam se separado em nosso mundo e que John e George já tinham falecido. Aparentemente, naquele mundo, eles ainda estavam todos vivos, saudáveis e em turnê!
Jonas então pediu que eu o seguisse até outro quarto, onde havia uma estante com algumas fitas cassete (sim, as músicas — aparentemente o CD nunca pegou em seu mundo) e um aparelho que era toca-fitas, rádio e toca-discos ao mesmo tempo, embora não muito parecido com os rádios que temos. Os alto-falantes pareciam feitos de um material enrugado, quase como papelão, mas o som era excelente. Não consegui examiná-los com atenção, mas certamente não eram redondos — pareciam uma espécie de sanfona (acordeão) vertical.
O único álbum dos Beatles que havia sido comprado em loja tinha a arte da capa do Sgt. Pepper’s, embora a capa fosse um pouco diferente da nossa. As músicas, entretanto, eram as mesmas. As outras seis fitas dos Beatles haviam sido gravadas por alguém; os nomes dos álbuns e das músicas estavam anotados manualmente no encarte. Reconheci alguns títulos, mas havia cerca de quatro que eu nunca tinha ouvido antes.
Ele colocou para tocar algumas músicas de um desses álbuns. Foi totalmente surreal ouvir músicas dos Beatles que nunca haviam sido feitas — pelo menos não no nosso mundo. Conversamos um pouco sobre isso, e ele disse que uma garota havia gravado as fitas para ele enquanto estavam na escola secundária. Ela era uma grande fã dos Beatles e queria que ele também escutasse.
Ele tirou do aparelho a primeira fita e estava colocando a segunda quando, achando que não seria grande coisa, sugeri que ele poderia me gravar uma cópia de um dos álbuns para que eu a levasse comigo. O olhar que Jonas me lançou ao ouvir isso é parte da razão pela qual estou permanecendo anônimo. Não apenas me assustou, como tinha uma expressão muito estranha, seguida da frase (não estou repetindo palavra por palavra porque não me lembro exatamente):
“Não, você não pode pegar nada. Você não pode levar absolutamente nada de volta para o seu mundo. Nenhuma imagem, nenhuma lembrança, nenhuma fita. NADA.”
Perguntei por quê, mas ele não quis explicar, apenas disse que, para minha própria segurança, eu não deveria levar nada daquele mundo para o outro.
É claro que eu não sou o tipo de pessoa que passaria por tudo isso em um mundo paralelo e não pegaria algo para provar essa história ultrajante. Portanto, naquele momento, respondi que entendia e que não levaria nada, mudando de assunto. Cerca de uma hora depois, enquanto ainda conversávamos, ouvi uma campainha tocar e ele saiu do quarto para atender à porta.
Eu sabia que não teria outra chance. Então peguei uma das fitas, guardei-a no bolso e embaralhei as outras para tornar menos óbvio que algo estava faltando.
Quando ele voltou, disse que estava com um pouco de fome, apenas para nos tirar daquela sala. Ele me levou até outro cômodo e me ofereceu comida. A maior parte tinha o mesmo sabor, mas os nomes e cores dos produtos eram diferentes. O ketchup roxo foi o mais estranho. Conversamos mais um pouco, e então disse que já estava ficando tarde e que era hora de ir embora (a hora do dia era idêntica à nossa, assim como em todos os outros mundos).
Voltamos ao quarto inicial, aquele com as máquinas. Peguei meu cachorro, apertei a mão de Jonas e agradeci por ter cuidado de mim. Agradeci novamente e dei um passo através do portal. Senti como se tivesse ficado molhado, mas, na verdade, permaneci seco o tempo todo — muito estranho… Quando coloquei minha cadela no chão, ela ainda se sacudiu como se estivesse molhada.
De volta ao nosso mundo, vi meu carro na estrada. Também notei uma marca, uma linha reta queimada no chão, no local onde o portal havia aparecido. Estava escuro lá fora, e só percebi a queimadura porque ainda saía fumaça devido ao calor. Voltei para o carro (desta vez não corri) e segui para casa.
A pior parte foi que eu não podia ouvir a fita no caminho, pois não tinha toca-fitas no carro. Na verdade, nem em casa consegui ouvi-la. Tive que ir até um Wal-Mart para comprar um toca-fitas apenas para escutá-la.
Infelizmente, além do que está escrito no encarte da caixa, não tenho qualquer outra informação sobre essa fita. Os nomes das faixas estavam escritos, bem como o título do álbum, “Everyday Chemistry”. Todo o resto é tão misterioso para vocês quanto para mim. E, obviamente, não pude pedir mais informações sobre a fita — especialmente depois de tê-la roubado…
James Richards



| Everyday Chemistry | |
| 01 | Four Guys |
| 02 | Talking to Myself |
| 03 | Anybody Else |
| 04 | Sick to Death |
| 05 | I'm Just Sitting Here |
| 06 | Jenn |
| 07 | Soldier Boy |
| 08 | Over the Ocean |
| 09 | Days Like These |
| 10 | Saturday Night |
| 11 | Mr Gators Swamp Jamboree |
Comentários
SIMPLESMENTE FENOMENAL!!!!
Barbieri meu querido, obrigado por partilhar essa história conosco.
Minha manhã já começou diferente, vou guardá-la (a hISTÓRIA), assim como disco que já está na HD, e um dia mostrar para minha filha!!!
FENOMENAL!!!!!
História bem bolada por um super fã dos Beatles. Algum músico que conhece tudo sobre Beatles, teve acesso aos multitracks e fez essa compilação.
Esse mano tomou um papel e fritou legal nos beatles! Mee, mas eu acreditaria se o Paul confirmasse isso kkkkkkkk
Dimensões parelalas podem existir, estamos mais perto de descobrir do que nunca