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Humanish faz sua estreia com álbum vigoroso

Produzido por Carlos Trilha, o álbum homônimo da banda terá seu lançamento em show no Teatro Paiol, dia 25 de junho

Um pop rock pesado com tempero psicodélico é o que a banda brasileira Humanish oferece em seu primeiro disco. Para o lançamento, Allan Yokohama, Marano, Fabiano Ferronato e Igor Ribeiro recebem convidados no palco do Teatro Paiol, dia 25 de junho, em um show feito especialmente para convidados. O álbum, homônimo da banda, reúne 12 músicas gravadas no Estúdio Órbita, no Rio de Janeiro, com produção de Carlos Trilha.

Assinadas por Allan e Marano, com arranjos da banda, as composições mantém o pé fincado no rock and roll e, sem usar o contrabaixo, exploram timbres em guitarras barítonos, afinações diferenciadas e sintetizadores. A combinação resulta em um rock contemporâneo, vigoroso e cheio de texturas instrumentais, sem dispensar as referências da música brasileira.

A experiência de mais de uma década dos músicos se traduz em uma maturidade sonora que pesou na hora de Carlos Trilha decidir se trabalharia com o grupo. Um dos nomes fortes entre os produtores brasileiros, com bons trabalhos prestados a gente do calibre de Lobão e Renato Russo, Carlos Trilha não aceita toda proposta que recebe. A banda curitibana o pegou pela qualidade que ele sentiu logo nos primeiros segundos de audição. “Ouvi meia música e liguei para o Allan na hora”, lembra. “Só no jeito de falar notei que não era mais uma bandinha amadora, mas sim pessoas com uma história”, conta. “Achei não só uma banda muito boa no conjunto todo, como o material muito bem gravado. Cheguei a pensar que não teria muito o que fazer ali”, completa Trilha.

Na avaliação do produtor, a versatilidade da Humanish é tal que o quarteto poderia escolher ter um disco mais pop, pesado ou quase psicodélico, dependendo da disposição das músicas. “O papel artístico do produtor não é tão fundamental quando se trabalha com artistas de verdade, como é o caso. As músicas deles têm potencial, não são bobas nem fáceis, e emocionam rapidamente”, analisa. Trilha diz que curtiu a linguagem musical e não tentou transformá-los em produto. “Só otimizei a música. Dei algumas poucas ideias, mas a maioria foi deles”, explica. “Me apaixonei pelo som e deixei o trabalho se tornar um desafio também para mim, porque aproveitei pra testar novos limites do som. Juntos chegamos a um lugar novo – e isso é interessante”, conclui.

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História


Quando Allan Yokohama (guitarra e voz), Marano (guitarra e voz) e Fabiano Ferronato (bateria) decidiram começar um novo projeto, em maio de 2009, já sabiam que queriam criar um som que mantivesse o vigor noise das guitarras, sem abrir mão da delicadeza de combinações sonoras mais sutis. Marano, que vinha tocando contrabaixo, queria voltar às guitarras e sem querer deu uma das marcas da banda. O “ensaio” que definiu Igor como o quarto elemento foi também a confirmação de que poderiam seguir assim. No lugar do contrabaixo, o sintetizador e a guitarra barítono fazendo os graves. Ao optar por ficar sem o instrumento, o quarteto deslocou seu universo potencial para um ambiente diferenciado daquele criado pelo clássico trio guitarra-baixo-bateria.

Com passagens por bandas importantes, como Poléxia, Charme Chulo, ESS e Terminal Guadalupe, os músicos tiveram a chance de gravar com produtores de renome, como Roy Cicala e Apolo 9 (estúdio A9) e Tomás Magno (na Toca do Bandido, de Tom Capone).

A banda tem no currículo também o EP “Eu Acredito em Você”, lançado ano passado e que foi destaque na revista Rolling Stone (http://tinyurl.com/4j5oyor) e entrou na lista das apostas para 2011 no site Rock In Press (http://tinyurl.com/4zc5q8v), especializado em música.

Barbieri Comenta:

Depois de ouvir este álbum fantástico, todos os dias, dezenas e dezenas de vezes, acho minha obrigação indicá-lo ardorosamente para todos que querem ouvir boa música. Já fazia muito tempo que não ouvia tanta competência junta num álbum só. O produtor Carlos Trilha foi muito humilde quando colocou toda a responsabilidade pela qualidade deste álbum recém lançado, somente nos músicos do Humanish (Siga Barbieri e leia "íumanish").

Esta produção é uma produção nota 10. Coisa de primeiro mundo! A banda claramente tomou riscos com o som da bateria e teclados. O uso da compressão trazendo o som da banda na cara, pra frente, nos dá aquele sentimento de urgência típica de bandas de rock ao vivo.

O som é preciso e econômico, direto no ponto sem indecisões, preciso como um relógio. No geral a banda tem uma sonoridade bem atual que beira as novas bandas e tendências inglesas mas, longe de parecer cópia, o som vem com aquela assinatura bem brasileira no rodapé de todas as faixas. Juro, estou orgulhoso de estar ouvindo material tão bom vindo do Brasil!!!

Definitivamente esta não é uma banda Pop Rock e sim ROCK Pop. Aliás, fiquei com a sensação de que a música que esta banda faz deveria ser o MPB brasileiro atual. Um MPB longe da rançozidade desta elite MPB ultrapassada, uma máfia prepotente e convencida que vive coligada com certas emissoras de TV impondo esta cultura musical retrógrada de um lado (geralmente trilha de novela) e, um lixo descartável modelo axé do outro lado.

Bandas do nível de um Humanish deveriam estar bombardeando nossas rádios sem parar, dia e noite. Cadê as SONYs e EMIs brasileiras? Cacete! Vocês estão dormindo?

Antonio Celso Barbieri

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Serviço:

O que: Humanish. Show de lançamento do disco de estreia.

Quando: 25 de junho de 2011 às 20h.

Onde: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n).

Quanto: entrada franca (com convite)

 

Contatos para imprensa:

Adriane Perin – 9902-1814 – deinverno1@yahoo.com.br

Marano: 9864-9210

Allan Yokohama: 9911-8517.

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