Tony Babalu - Live Sessions II: O mestre da guitarra está de volta com novo álbum!

tony babalu foto karen holtz
Tony Babalu. Foto: Karen Holtz.

Tony Babalu - Live Sessions II (Ao Vivo) - Agosto de 2017
O mestre da guitarra está de volta com novo álbum!
Escrito por Antonio Celso Barbieri

Se Tony Babalu, com uma história caminhando rapidamente para meio século de amor à sua guitarra já é uma figura lendária do Rock Paulista, agora, com este seu segundo lançamento, certamente, confirma-se como um dos grandes mestres da guitarra no Brasil.

Seu novo álbum Live Sessions II já nasceu “cult” e, quando escutei-o, a primeira coisa que notei foi a qualidade fenomenal conseguida pelo Estúdio Mosh na captação e gravação do som da banda, ainda mais considerando-se que são registros ao vivo, o nível de excelência conseguido pela banda está com uma qualidade fenomenal.

Recordo-me que, à 3 anos atrás, emocionado, ouvi seu primeiro álbum chamado Live sessions at Mosh (2014). Achei-o um trabalho irretocável, perfeito, corajoso, tudo no seu lugar. Na época imaginei que aquele trabalho seria impossível de ser superado. Quer dizer, já ficaria muito feliz, se Tony conseguisse repetir a mesma proeza!

Surpreendentemente, com este novo álbum, Tony Babalu não só conseguiu “expandir o envelope” mas também mostrou um bom gosto enorme na escolha não só do repertório mas como também dos timbres e efeitos. Outra coisa que impressionou-me, foi a forma como o resto da banda foi tratada. Aqui, como no álbum anterior os músicos não são apenas apresentados como simples banda de apoio e sim como parte integrante do processo criativo onde todos democraticamente recebem espaço para mostrarem todo seu talento. O resultado mostrado é o de uma banda unificada e coesa que, como um relógio, com um sincronismo perfeito, calibrada numa “vibe” anos 70, mas, com toda a qualidade possível dos dias de hoje nos brinda com um trabalho excelente e com aquela qualidade especial que fará com este álbum, como nos grandes clássicos, perdure para sempre.

Bom, o resultado deste álbum é fabuloso, de nível internacional! Nele Tony Babalu nos brinda com uma aula de técnica e bom gosto! Aliás, já faz um bom tempo que tenho notado que esta nova geração de guitarristas parece estar mais preocupada em enfiar o maior número possível de notas em um compasso do que, como demonstra Tony Babalu tão bem, transmitir neste novo álbum a emoção e o groove permitindo assim que possamos saborea-lo calmamente, degustando cada frase e curtindo assim toda esta sua essência que remonta aos grandes guitarristas do passado. Parabéns Mister Babalu e banda!

Esta banda excepcional é formada por: Tony Babalu (guitarra), Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusman (baixo) e Percio Sapia (bateria).

Se você ainda não ouviu Tony Babalu, saia atrás! Não perca esta oportinidade de conhecer este som! Acreditem, seu trabalho é escuta obrigatória para todo músico sério!

Antonio Celso Barbieri

tony babalu live sessions II

Herói brasileiro da guitarra,
Babalu lança álbum de atmosfera 'vintage'

Escrito por Mauro Ferreira para G1 Globo

A imagem da capa do álbum Live sessions II expõe parte do braço de guitarra Fender Stratocaster de 1973. Fiel companheira de Tony Babalu, guitarrista e compositor paulistano que está em cena desde a década de 1970, a elétrica Stratocaster é a alma desse disco instrumental lançado neste segundo semestre de agosto de 2017 em edição do selo Ammelis Records distribuída via Tratore.


Live sessions II segue a linha e o conceito do antecessor Live sessions at Mosh (2014), CD lançado há três anos pelo mesmo selo e distribuidora. Em Live sessions II, Babalu – virtuoso herói brasileiro da guitarra que integrou a lendária banda Made in Brazil nos anos 1970 – apresenta seis temas calcados nos riffs e grooves de uma guitarra que, além de herdar toques dos seminais bluesmen norte-americanos do início do século XX, transita entre a pegada do rock, a batida do funk e a levada da música latina.

Todas de autoria do guitarrista, as composições Encrenca, In black, Locomotiva, Meio-fio, Valentina e Veia latina foram captadas integralmente ao vivo, sem overdubs ou emendas, em 28, 29 e 30 de dezembro de 2016, em fitas de rolo do Mosh Studios, em São Paulo (SP). Nessa atmosfera vintage, de sonoridade orgânica, o trio Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusman (baixo) e Percio Sapia (bateria) se juntou a Tony Babalu para dar forma aos seis temas instrumentais que reafirmam no CD Live sessions II a excelência do toque da guitarra desse heroico músico paulistano.


(Crédito da imagem: capa do álbum Live sessions II. Projeto gráfico de Marina Abramowicz. Tony Babalu em foto de Karen Holtz)

Mauro Ferreira

Jornalista carioca que escreve sobre música desde 1987. Assinou críticas de discos em “O Globo” e na extinta revista “Bizz”, entre outros veículos. Autor do livro  “Cantadas – A sedução da voz feminina em 25 anos de jornalismo musical”.

 



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Comentários

Anderson Freitas posted a comment in Monterey Pop Festival (1967): Contado por quem esteve lá!
Saudações! Eu sempre acesso esse site para ler essa história. Fique muito triste agora. O senhor Stan Delk faleceu em 2016.<br />https://www.findagrave.com/memorial/171638689<br /><br />Descanse em Paz!<br /><br />Barbieri Comenta: Ele foi muito gentil comigo, disponibilizou o seu texto e acreditou nas minhas boas intenções! Quanto a matéria ficou pronta ele ficou muito satisfeito! R. I. P.
Neuza Maria posted a comment in Tony Osanah: Um argentino bem brasileiro
Muito interessante essa matéria sobre o Tony Osanah. Sou amiga pessoal dele há mais de 30 anos e hoje relembrei muitas coisas sobre ele, que já havia me esquecido. Grande talento! Ele está em visita no Brasil, esteve em Peruíbe até o dia 24 de janeiro e deverá retornar para a Alemanha no dia 07 de fevereiro. Pena que não programou nenhuma apresentação por aqui.
Daniel Faria posted a comment in JAJI: Homenagem postuma!
Tive o grande prazer de trabalhar com Jaji na decada de 1990. As festas no apartamento dele eram legendárias. Só fiquei sabendo da morte dele em 2017 e fiquei bem triste. Ele faz falta e será sempre honrado pelo público Metal de São Paulo.
Olá Barbieri! Que legal esse artigo, é sempre maravilhoso poder "beber" de fonte sábia. Neste sábado, 13/01/2018, teremos a chance de conferir o ensaio aberto da Volkana no Espaço Som, em São Paulo. A boa notícia é que, a exemplo do Vodu, que voltou à ativa em 2015, as meninas também decidiram se reunir, esperamos ansiosos que depois desse ensaio aberto role outros shows por ai. Um grande abraço!
Já sofremos muito também tentando fazer festivais. Mas resolvemos nos dedicar ao rock nacional de outras formas. Lançamos nosso primeiro disco https://base.mus.br que é para mostrar nosso amor pelo rock brasileiro.
André Luiz Daemon posted a comment in Luiz Lennon (Beatles Cavern Club)
Olá, boa noite! Alguém poderia me dizer o nome da música de abertura do programa Cavern Club que foi ao ar após o falecimento do saudoso e inesquecível Big Boy.<br />Logo após o seu falecimento, outro locutor entrou em seu lugar, e a abertura do programa era com o ex-Beatle Ringo Starr cantando.<br />Se alguém souber, por favor, me mande por e-mail, procuro essa música há muitos anos e signiifca muito para mim.<br />Valeu, abraços aos Beatlemaníacos que nem eu!!
José Carlos posted a comment in Tony Osanah: Um argentino bem brasileiro
Confirma pra mim, eu ouvi falar que o vocal da música Graffitti do Paris Group e de Tony Osanah, e que na realidade a banda nunca existiu. Foi um jingle produzido exclusivamente para a propaganda da calça Lewis e devido ao sucesso na televisão foi forjada uma banda para gravar um compacto e faturar uma grana em cima. É verdade?<br /><br />Oi José Carlos, sinto muito mas não tenho como confirmar esta história, entretanto, sei que nos anos 60 e 70 várias bandas brasilerias gravaram faixas em inglês usando nomes fictícios. Quer dizer, não será surpresa se for verdade!
Em se tratando de ROCK, é sem dúvida A Melhor Banda de ROCK até hoje.Acho o som deles o máximo. Conheci a pouco tempo (2010) e ouço desde então... Muito feras
jeronimo posted a comment in Delpht - Far Beyond (CDR Demo - 1997)
você podia disponibilizar essa demo para download pois ela não se encontra a venda
Parabéns Barbieri!!! ficou perfeito, muito original e harmônico, com o peso certo. Muito gostoso ouvir seu som.
CK posted a comment in Carioca & Devas
Ei! Obrigado por este artigo, ótima história e histórias.<br /><br />Hey! Thank you for this article, great history and stories. <br /><br />Thanks again!<br /><br />CK
Eu tinha 14 para15 anos em 1966 quando estava com outros amigos mais velhos e todos cabeludos na Av.Sao Luiz quando começaram a jogar pedras e saímos correndo pela. 7 de abril descemos a 24 de maio queriam nos matar uma multidão eu entrei no Mappin até chegar a polícia para nós tirar de lá.
De acordo com um set list desse show que achei na minha coleção, as músicas tocadas foram Maria Angélica, Perfume, British, Variações, Dissipações, Súplicas, Boca e Vade Retro.
Muito legal ver isso. Estive em muitos shows aqui relatados. O festival com o Dorsal, Vulcano em Santos, teve uma cena memorável quando o vocalista do Crânio Metálico, da Bahia, entendeu que as pessoas gritavam "côco metálico" para a banda e nao o nome coorreto. Ele se indignou com a falta de respeito e chamou as pessoas as briga. Muitos se solidarizaram com o vocalista da banda e o aplaudiram, repugnando o preconceito. Me lembro ainda que nesse show jogaram confete na apresentação do Vulcano e depois a serragem. Era tempo de ascenção do Death Metal e que muitos ridicularizavam o Black Metal... Cena triste também... Mas foi uma noite ótima. Vulcano mandou bem e Dorsal fez um show primoroso.
Charles Campos posted a comment in Soul of Honor
https://www.youtube.com/watch?v=Sn2ckIF0Gbk
Charles Campos posted a comment in Soul of Honor
Boas recordações de minha adolescência!!!<br />Assisti a uma apresentação do <br />Bodas de Sangue no Espaço Retrô (Senão estiver enganado)<br /><br />Foi uma baita apresentação!!!
CASSIO VIEIRA posted a comment in Carioca & Devas
Pessoal, alguém saberia me dizer se neste 'Ensaio (1977)' é o Tom (acho que o sobrenome dele é De Maia ou algo assim) que está tocando bateria? Ele morava no meu bairro, e o pai dele era dono da escola em que eu estudava, Colégio 7 de Setembro.
"Suspeitei desde o principio..." (Chapolin Colorado)<br /><br />Muito legal o texto, vivo fazendo coisas no automatico e com o maior temor de ter um colapso mental, e tenho tambem aprendido coisas novas sempre, autodidata por natureza. Agora estou mais tranquilo e posso tranquilizar outras pessoas a minha volta, a solucao e a causa do problema sao simples, (talvez eu tenha que me render aos passinhos de dança do ventre de vez em quando...).<br />Parabens pelo texto
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