The String Theory: Barbieri posta seu novo álbum!

The String Theory Brain FusionCapa do álbum The String Theory. Arte: digital colagem criada por A. C. Barbieri

The String Theory
Barbieri adianta para escuta todas as faixas de seu novo álbum!

escrito por Antonio Celso Barbieri

The String Theory (A Teoria das Cordas) é o nome do meu novo álbum finalizado em junho de 2017. Ele foi gravado aqui no meu estúdio (Raw Vibe) em Londres.

Já fazem vários anos que venho estudando guitarra. Sempre sem professor e no meu tempo, sem pressa, de acordo com o meu interesse e prazer. Sei este aprendizado nunca terminará pois, estou sempre aprendendo alguma coisa nova aqui e ali.

No Youtube encontrei alguns tutoriais muito interessantes e aqui, na Internet, consegui "baixar" umas aulas muito boas. Como já devo ter comentado em alguma postagem, sou fã do blues e das escalas pentatônicas em particular. Sinto que o rock sem estas escalas não soa "de raiz", não soa rock como deveria. Atualmente, algumas bandas do estilo Stonner Rock estão fazendo muito uso destas mesmas escalas. É como se estivessem tocando um blues acelerado com uma batida pesada de Hard Rock acrescido de pitadas de psicodelismo. Eu gosto! Quando escuto, sinto uma nostalgia gostosa de um tempo que, acredito, foi muito importante na minha formação musical.

Fender
Neste Natal passado (2016) realizei um grande sonho comprando uma guitarra Fender Stratocast (USA). Não poderia ser uma Fender japonesa ou mexicana tinha que ser uma lendária norte-americana.  Eu já possuia por quase uns 20 anos uma guitarra Jackson Performer PS-1 mas, meu sonho mesmo era ter uma Fender. Segui meus instintos, comprei a guitarra e, realmente, estou muito feliz com esta decisão porque, a diferença em termos de qualidade entre minha antiga Jackson e esta Fender é brutal. Pela primeira vez sinto que tenho um instrumento realmente de primeira qualidade. A compra desta guitarra foi um dos principais fatores que me impulsionaram a gravar este álbum.

Barbieri comenta três faixas deste novo álbum
A primeira faixa chama-se Dueling With Myself (Duelando Comigo Mesmo) e mostra dentro da mesma temática músical o diálogo de dois solos, um limpo e outro distorcido. Os dois solos na verdade são apenas a subdivisão de um mesmo solo contínuo executado apenas com a ajuda, como refência de tempo, de um clique de metrônomo rolando no fone de ouvido. Como nas outras músicas, esta gravação foi resultado de um improviso gravado apenas uma vez e sem ensaio. Se estas músicas foram gravadas em tempo real e em sessões com duração de poucos minutos, as suas edições levaram vários dias num processo muito trabalhoso de edição "nota por nota". Bom, foi durante a mixagem de Dueling With Myself que testando vários pedais de efeito decidi dividir o solo em duas partes mais ou menos como num duelo de guitarras e como sou eu que toco as duas tornou-se obviamente um "duelo comigo mesmo" onde a palavra ganha mais que um significado porque refere-se também à minha luta pessoal para superar minhas próprias limitações musicais. A verdade é que durante a mixagem de uma música, geralmente ela começa "pedir" e "sugerir" mudanças. Eu apenas escuto e obedeço! Então, muitas vezes, durante o processo criativo me surpreendo com o resultado final.

A segunda faixa chama-se String Theory Experiment (Experimento com a Teoria das Cordas). Esta foi na verdade a primeira faixa que gravei. Já faz algum tempo que vinha brincando com esta ideia de criar um som com um toque meio medieval. Quando comecei tentar tocar sem usar a palheta, os primeiros exercícios levemente me lembraram de forma bem primitiva, pedacinhos, pequenas vinhetas, na linha de bandas como Led Zeppelin e mesmo Black Sabbath. Como já tinha pensado em dar o nome The String Theory (A Teoria das Cordas) ao álbum, um nome que joga com o sentido das palavras uma vez que A Teoria das Cordas é uma teoria revolucionária que até propoem a ideia da existência de várias dimensões além das 4 que já conhecemos e, ao mesmo tempo, para um músico, quando falamos de cordas geralmente ele é remetido para a ideia de um instrumento acústico ou, como no meu caso, às 6 cordas da guitarra, achei muito propício chamar esta música de "Experimento com a Teoria das Cordas".

A terceira faixa que escolhi para comentar chama-se My Blues From Another Dimension (Meu Blues de Outra Dimensão) e, parte dela, saiu como resultado dos meus estudos para aprender o solo da música Crossroads de autoria de Robert Johnson o lendário mestre do Blues. Na verdade, ela poderia muito bem ser chamada "Alien Blues" porque apesar das notas serem geralmente muito usadas no Blues a mixagem que fiz é, vamos dizer, meia futurista. :-)

A arte da capa
Não sei se perceberam pelas postagem anteriores, mas, o design da arte da capa foi lentamente evoluido. Acho que esta versão que agora lhes mostro é a final e conseguiu perfeitamente captar a ideia que buscava (O que vocês acham?).

Tenho que confessar que sempre fui um admirador de capas de discos, CDs, livros, posters de cinema, pinturas, etc.. Se o artista Roger Dean, o responsável por capas de álbuns de bandas seminais como Yes, Uriah Heep, Budge, Osibisa, etc., foi o meu ilustrador preferido, é a empresa Hipgnosis, responsável por capas sensacionais para álbuns de bandas como Led Zeppelin, Pink Floyd, Peter Gabriel, Rainbow, Wishbone Ash e dezenas e dezenas de outros artistas e bandas, que é  a empresa, que como artista gráfico, uso como referência de qualidade. Então, gostaria que soubessem que esta capa acima e, muito do meu trabalho gráfico, justamente busca emular não só a qualidade do design como também o estilo usado pela Hipgnosis. Sou fã de Ficção Científica e a minha ideia com este trabalho foi a de criar um universo surreal bem na linha do pintor surrealista belga conhecido como Magritte.

Voltando à minha música, ela tem rock, mas, gostaria que percebessem que ela é muito mais do que um estilo e incorpora o meu próprio ecleticismo onde sou atraído não só pela guitarra e piano com também por vários outros instrumentos e estilos incluindo até música clássica. No meu trabalho uso muito a repetição, minimalismo e harpegio. Hamonicamete uso muito pouca complexidade. Basicamente, como já deixei claro, vivo nas escalas pentatônicas. Outra coisa que gostaria de salientar é que sinto que minha música sempre evoca imagens, tem um lado cinemático, como se fosse a trilha sonora para um filme que ainda não foi feito.

Bom, este álbum está pronto e conta com 16 composições. Gravei nunca pensando em interpreta-las ao vivo, mas, no entanto, gostaria muito, de algum dia, ouvir minha música sendo interpretada por alguma banda.

Para finalizar, quero confessar, que estou muito feliz com o resultado final dete trabalho porque sinto que tenho progredido muito como guitarrista, mas, quero que saibam que, para mim, o mais importante é que nesta minha busca pela perfeição, tanto como técnico de som como também como músico, não busco por fama e fortuna e sim apenas aprender mais, encontrar a minha paz interior e, durante esta minha viagem por este planeta, aproveitar para curtir a paisagem! Acreditem, que neste meu desenvolvimento artistico, sou guiado por um elevado senso crítico e, portanto, nem o silêncio de grande parte da comunidade musical conseguirá reduzir o meu senso de realização! :-)

Bom, espero que ouçam e apreciem! Um abraço a todos e desde já, agradeço por disporem um pouco do seu tempo para ouvirem meu trabalho!

Antonio Celso Barbieri

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