Barbieri Music

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Dama da Noite
Barbieri faz música discutindo, entre outras coisas, o amor e o ódio na paixão!
Escrito por Antonio Celso Barbieri


Às vezes, o amor e o ódio são as duas faces da mesma moeda. O amor está mais próximo do ódio do que se imagina. Já foi dito que a paixão é um fogo intenso que esgota-se rapidamente enquanto o amor, por outro lado, é mais balanceado, reciproco e duradouro. Infelizmente, muitas vezes, quando a paixão acaba o que fica é o ódio. O ódio por sentirmo-nos rejeitados. O ódio resultante do medo cego de ficarmos sozinhos para sempre.

No filme All That Jazz dirigido por pelo famoso coreógrafo e diretor Bob Fosse em 1979, ele de forma autobiografica compartilha com a audiência seus amores, obsessões e loucuras. Neste filme Bob Fosse é interpretado brilhantemente pelo ator Roy Scheider que, imagina a morte como uma bela mulher vestida de branco, quase como uma noiva. Então no final do filme ela, a morte, vem busca-lo como se fosse um último ato de sedução.

A minha Dama da Noite é uma mulher mais ou menos assim mas, ela também é o arquétipo de todas as mulheres que, um dia, fizeram os homens sofrerem. Eu sei que todos sabem mas, reafirmo que o sofrimento no amor não é privilégio apenas das mulheres e sim, de toda a raça humana. Quem não sofreu por amor, nunca viveu! Nunca algo fez tanto pela arte do que um coração partido!

Aqueles que, um dia chegaram ao fundo do poço, humilharam-se, imploram, choraram e depois dos quase 6 meses de "luto", que é o tempo mínimo necessário para ficarmos em pé novamente e continuarmos nossa busca pelo verdadeiro amor, só posso aconselhar: nunca desistam porque vale a pena!

Quanto à esta poesia, ela foi retirada do baú das minhas emoções e pertence à um passado distante, coisa perdida no tempo, do tempo em que eu batia a cabeça buscando numa mulher algo que eu nem sabia o que era. Se vocês ficaram curiosos, quero deixar claro que eu encontrei aquilo que buscava! Hoje sou feliz!

Antonio Celso Barbieri

Dama da Noite
por Antonio Celso Barbieri

Dama da Noite!

Se você pensa
que eu sou uma massa inerte
que vou deixar você me moldar e
fazer o que quiser de mim
está muito enganada.

Você inesperadamente
surgiu do nada e
entrou na minha vida
na minha alma.

Dama da Noite!

Com seus olhos hipnóticos
seduziu-me com promessas
de amor e um futuro melhor
para nós dois.

Cai no conto e sem dar conta
atraído pelo seu perfume.

Acabei me perdendo
nas curvas do seu corpo e
fui parar o deserto do seu coração.

Fui capturado na sua
telha de aranha.

Dama da Noite!

Agora vivo neste labirinto de emoções e
como um cão vadio
não encontro repouso.

Deixei-me escravizar pela sua boca e
agora não consigo viver
sem beber o licor do seu prazer.

As noites viraram meses e
às vezes imploro pela luz,
luz que me faça acordar deste pesadelo e
quebrar as correntes, desfazendo este elo
que me prende você.

Dama da Noite!
Te amo e te odeio!

Dama da Noite!
Te amo e te odeio!

Na última cena do filme All That Jazz o ator Roy Scheider encontra-se com a morte. Os seus últimos momentos são representados por um show onde todos os seus amigos estão convidados, todas as suas ex mulheres e até seus inimigos e as prostitutas com quem ele fez amor. Este show é a sua despedida deste mundo e termina com o seu encontro com a morte na figura de uma bela mulher toda vestida de branco. Me identifico muito com este personagem e não tenho dúvidas que minha vida foi sempre um grande show de rock onde nem sempre sai bem ou fui entendido mas que, neste meu show, como um bom ariano, abaixei a cabeça e, como uma cabra, fui seguindo meu caminho, dando cabeças por todos os lados! Não me arrependo nenhum pouco! :-)

all that jazz

Bye Bye Life

parte da trilha sonora do filme All That Jazz
(nome inspirado na música "Bye Bye Love" de Everly Brothers)
cantada no filme pelos personagens O'Connor and Joe
(Ben Vereen and Roy Scheider)

Bye bye life
Bye bye happiness
Hello loneliness
I think I'm gonna die
I think I'm gonna die
Bye bye love
bye bye sweet caress
Hello emptiness
I feel like I could die
Bye bye your life goodbye
Bye bye my life goodbye
There goes my baby with someone new
She sure looks happy
I sure am blue
He sure is blue
Tchau tchau vida
Tchau tchau felicidade
Oi solidão
Eu acho que estou morrendo
Eu acho que estou morrendo
Tchau tchau Amor
Tchau tchau doce carícia
Oi vazio
Eu sinto que eu poderia morrer
Tchau tchau sua vida adeus
Tchau tchau minha vida adeus
Lá vai minha garota com alguém novo
Ela realmente parece feliz
Eu verdadeiramente estou triste
Ele verdadeiramente está triste

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Comentários

Anderson Freitas posted a comment in Monterey Pop Festival (1967): Contado por quem esteve lá!
Saudações! Eu sempre acesso esse site para ler essa história. Fique muito triste agora. O senhor Stan Delk faleceu em 2016.<br />https://www.findagrave.com/memorial/171638689<br /><br />Descanse em Paz!<br /><br />Barbieri Comenta: Ele foi muito gentil comigo, disponibilizou o seu texto e acreditou nas minhas boas intenções! Quanto a matéria ficou pronta ele ficou muito satisfeito! R. I. P.
Neuza Maria posted a comment in Tony Osanah: Um argentino bem brasileiro
Muito interessante essa matéria sobre o Tony Osanah. Sou amiga pessoal dele há mais de 30 anos e hoje relembrei muitas coisas sobre ele, que já havia me esquecido. Grande talento! Ele está em visita no Brasil, esteve em Peruíbe até o dia 24 de janeiro e deverá retornar para a Alemanha no dia 07 de fevereiro. Pena que não programou nenhuma apresentação por aqui.
Daniel Faria posted a comment in JAJI: Homenagem postuma!
Tive o grande prazer de trabalhar com Jaji na decada de 1990. As festas no apartamento dele eram legendárias. Só fiquei sabendo da morte dele em 2017 e fiquei bem triste. Ele faz falta e será sempre honrado pelo público Metal de São Paulo.
Olá Barbieri! Que legal esse artigo, é sempre maravilhoso poder "beber" de fonte sábia. Neste sábado, 13/01/2018, teremos a chance de conferir o ensaio aberto da Volkana no Espaço Som, em São Paulo. A boa notícia é que, a exemplo do Vodu, que voltou à ativa em 2015, as meninas também decidiram se reunir, esperamos ansiosos que depois desse ensaio aberto role outros shows por ai. Um grande abraço!
Já sofremos muito também tentando fazer festivais. Mas resolvemos nos dedicar ao rock nacional de outras formas. Lançamos nosso primeiro disco https://base.mus.br que é para mostrar nosso amor pelo rock brasileiro.
André Luiz Daemon posted a comment in Luiz Lennon (Beatles Cavern Club)
Olá, boa noite! Alguém poderia me dizer o nome da música de abertura do programa Cavern Club que foi ao ar após o falecimento do saudoso e inesquecível Big Boy.<br />Logo após o seu falecimento, outro locutor entrou em seu lugar, e a abertura do programa era com o ex-Beatle Ringo Starr cantando.<br />Se alguém souber, por favor, me mande por e-mail, procuro essa música há muitos anos e signiifca muito para mim.<br />Valeu, abraços aos Beatlemaníacos que nem eu!!
José Carlos posted a comment in Tony Osanah: Um argentino bem brasileiro
Confirma pra mim, eu ouvi falar que o vocal da música Graffitti do Paris Group e de Tony Osanah, e que na realidade a banda nunca existiu. Foi um jingle produzido exclusivamente para a propaganda da calça Lewis e devido ao sucesso na televisão foi forjada uma banda para gravar um compacto e faturar uma grana em cima. É verdade?<br /><br />Oi José Carlos, sinto muito mas não tenho como confirmar esta história, entretanto, sei que nos anos 60 e 70 várias bandas brasilerias gravaram faixas em inglês usando nomes fictícios. Quer dizer, não será surpresa se for verdade!
Em se tratando de ROCK, é sem dúvida A Melhor Banda de ROCK até hoje.Acho o som deles o máximo. Conheci a pouco tempo (2010) e ouço desde então... Muito feras
jeronimo posted a comment in Delpht - Far Beyond (CDR Demo - 1997)
você podia disponibilizar essa demo para download pois ela não se encontra a venda
Parabéns Barbieri!!! ficou perfeito, muito original e harmônico, com o peso certo. Muito gostoso ouvir seu som.
CK posted a comment in Carioca & Devas
Ei! Obrigado por este artigo, ótima história e histórias.<br /><br />Hey! Thank you for this article, great history and stories. <br /><br />Thanks again!<br /><br />CK
Eu tinha 14 para15 anos em 1966 quando estava com outros amigos mais velhos e todos cabeludos na Av.Sao Luiz quando começaram a jogar pedras e saímos correndo pela. 7 de abril descemos a 24 de maio queriam nos matar uma multidão eu entrei no Mappin até chegar a polícia para nós tirar de lá.
De acordo com um set list desse show que achei na minha coleção, as músicas tocadas foram Maria Angélica, Perfume, British, Variações, Dissipações, Súplicas, Boca e Vade Retro.
Muito legal ver isso. Estive em muitos shows aqui relatados. O festival com o Dorsal, Vulcano em Santos, teve uma cena memorável quando o vocalista do Crânio Metálico, da Bahia, entendeu que as pessoas gritavam "côco metálico" para a banda e nao o nome coorreto. Ele se indignou com a falta de respeito e chamou as pessoas as briga. Muitos se solidarizaram com o vocalista da banda e o aplaudiram, repugnando o preconceito. Me lembro ainda que nesse show jogaram confete na apresentação do Vulcano e depois a serragem. Era tempo de ascenção do Death Metal e que muitos ridicularizavam o Black Metal... Cena triste também... Mas foi uma noite ótima. Vulcano mandou bem e Dorsal fez um show primoroso.
Charles Campos posted a comment in Soul of Honor
https://www.youtube.com/watch?v=Sn2ckIF0Gbk
Charles Campos posted a comment in Soul of Honor
Boas recordações de minha adolescência!!!<br />Assisti a uma apresentação do <br />Bodas de Sangue no Espaço Retrô (Senão estiver enganado)<br /><br />Foi uma baita apresentação!!!
CASSIO VIEIRA posted a comment in Carioca & Devas
Pessoal, alguém saberia me dizer se neste 'Ensaio (1977)' é o Tom (acho que o sobrenome dele é De Maia ou algo assim) que está tocando bateria? Ele morava no meu bairro, e o pai dele era dono da escola em que eu estudava, Colégio 7 de Setembro.
"Suspeitei desde o principio..." (Chapolin Colorado)<br /><br />Muito legal o texto, vivo fazendo coisas no automatico e com o maior temor de ter um colapso mental, e tenho tambem aprendido coisas novas sempre, autodidata por natureza. Agora estou mais tranquilo e posso tranquilizar outras pessoas a minha volta, a solucao e a causa do problema sao simples, (talvez eu tenha que me render aos passinhos de dança do ventre de vez em quando...).<br />Parabens pelo texto
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