Rock & Política: O rock brasileiro nos anos 80: a relação rock e política na “década perdida” - Aluísio Brandão

O rock brasileiro nos anos 80: a relação rock e política na “década perdida”
Escrito por Aluísio Brandão (1)

Resumo: Afinal, a década de 1980, no Brasil, foi realmente a “década perdida”? Não é difícil nos depararmos com atributos negativos como este que caracteriza os anos 80, do século passado, como a “década perdida”, “a década que não foi” ou ainda “aquela que passou meio despercebida”. Durante a década de 1980 surgiram no Brasil destacados grupos de rock nacional. Os Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Ira!, Engenheiros do Hawaí, Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial, Titãs, Barão Vermelho, entre outros, alcançaram notável ressonância em nível nacional e por vezes até internacional, contagiando uma parcela significativa da população brasileira, especialmente os jovens da época. Bandas como essas e outros tantos roqueiros da década de 80 chegaram a ser tachadas negativamente de “alienadas” ou “apolitizadas”, para muita gente, pois, segundo esses, as canções produzidas por elas nessa época seriam desprovidas de conteúdo político. Mas até que ponto isso procede? Creio ser necessário problematizar tal questão.

Apresentação

Afinal, a década de 1980, no Brasil, foi realmente a “década perdida”? Não é difícil nos depararmos com atributos negativos como este que caracteriza os anos 80, do século passado, como a “década perdida”, “a década que não foi” ou ainda “aquela que passou meio despercebida”.

A “crise do milagre brasileiro” ou do “milagre econômico”, nos finais da década de 1970, em conjunto com as crises econômicas mundiais como a crise do petróleo no Oriente Médio, por exemplo, afetou verdadeiramente a vida social e financeira de vários brasileiros. Entre os anos 1980 e 1990, o Brasil vivenciava excessivos problemas sócio-econômicos, que se davam durante a passagem da ex-ditadura militar brasileira para a nova República em 1985, esses anos ficaram batizados por certos economistas como “a década perdida”, (2)

Atualmente, não é raro ouvirmos que parte da cultura produzida nos anos 80, representada pela música, teatro, arte e programas TV dessa época, também uma década perdida. Dessa forma a década de 1980 brasileira é vista num certo sentido como aquela que se abalou não apenas pelas crises econômicas mas, também, como uma crise de ordem cultural. Assim, vista de maneira generalizadora ou homogeneizante, essas acusações tendem, por vezes, a amenorizar, criticar e reduzir, com certo juízo de valor, os significados culturais de uma época. O exemplo, analisado desta época é a música do rock brasileiro dos anos 80.

Durante a década de 1980 surgiram no Brasil destacados grupos de rock nacional. Os Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Ira!, Engenheiros do Hawaí, Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial, Titãs, Barão Vermelho, entre outros, alcançaram notável ressonância em nível nacional e por vezes até internacional, contagiando uma parcela significativa da população brasileira, especialmente os jovens da época. (3 ) Bandas como essas e outros tantos roqueiros da década de 80 chegaram a ser tachadas negativamente de “alienadas” ou “apolitizadas”, para muita gente, pois, segundo esses, as canções produzidas por elas nessa época seriam desprovidas de conteúdo político. (4)  Mas até que ponto isso procede? Creio ser necessário problematizar tal questão. Ao longo da história, o rock esteve presente como forma de entretenimento e também de contestação política. (5) Sobre esta última, é conhecido o movimento da contracultura dos anos 1950 e 1960, que assinalou, entre outros pontos, a relação existente entre o rock e a política. (6) Basta recordar, por exemplo, dos inúmeros protestos políticos realizados pelos roqueiros ao final da década de 1960, ao manifestarem sua crescente indignação diante da guerra do Vietnã (7).

Teria o rock, no Brasil, da década de 1980, recolhido as armas da crítica para simplesmente  se  render  aos  encantos  da  ordem  estabelecida,  desconsiderando  seu  viés contestador? Neste trabalho procurarei identificar os componentes políticos de determinadas canções do rock brasileiro dessa época (1980-1990). Para tanto, creio ser necessário, primeiramente, compreender a política não apenas no sentido restrito, que a referencia fundamentalmente à esfera do Estado, hegemônica, em níveis da superestrutura marxista, mas, contemplo enquanto análise metodológica a política numa perspectiva ampliada, como afirma Adalberto Paranhos: “a meu ver, é preciso dar um passo adiante e valorizar outras dimensões da política, ou melhor, concebê-la igualmente num sentido amplo. Vista dessa forma, política implica relações de poder, ainda que inconscientes, independentemente de fazer do Estado um ponto de referência. Por outras palavras, nessa concepção política é algo que atravessa o nosso cotidiano na medida em que as relações de poder se manifestam,
inclusive em circunstâncias e lugares por vezes insuspeitados”. 8

Indo além disso, pretendo ainda neste projeto, como já o faz Adalberto Paranhos em suas pesquisas9 , capturar “vozes destoantes” em relação as falas do Estado e/ou das classes dominantes. Trata-se, enfim, de valorizar os discursos musicais que se fizeram ouvir como vozes alternativas na cena musical brasileira ao se confrontarem com a nossa realidade social e política.

Em relação a metodologia a ser utilizada no trabalho. Para se pensar a política nas relações sociais, como aquelas a serem estudadas nesse trabalho, são necessárias certas precauções de ordem metodológica.

Primeiramente, não podemos analisar a política e o poder, reduzidos à apenas as esferas  hegemônicas  ou  supra-hegemônicas  de  poder,  com  aquelas  ligadas  ao  Estado. Todavia, devemos somar a essas análises, uma investigação sobre as outras formas de se fazer política no meio social e cultural.

As análises que privilegiam examinar a política de maneira reduzida – concentrada como dissemos, quase sempre em nível do hegemônico ou superior – acabam por diminuir e refutar, muitas vezes, as outras faces da política, de proporções “minúsculas” ou “moleculares”, como já acusaram Antônio Gramsci e Félix Guatarri, que também surtem efeito ao estudarmos as relações sociais. Dessa maneira, cabe-nos investigar outros atos políticos de variáveis agentes sociais e não única e exclusivamente a política daqueles ligados à esferas institucionais, em nível estatal, como os homens da política governamental (10).

Utilizando-se de recentes possibilidades de análise, sobre as ações políticas no meio social, pesquisaremos os outros lugares da política, neste trabalho, analisados a partir das canções populares de uma época (11). Trata-se de investigar a história vista “de baixo para cima”, como afirma o historiador Eric Hobsbawn12  ou aquela que procura as “vozes abafadas”, marginais, por que não dizer, “as vozes dos sem voz”, à luz das análises de Adalberto Paranhos e outros pesquisadores da área histórico-musicológica tais como José Geraldo Vinci de Morais, José Roberto Zan e Marcos Napolitano, entre outros. Como afirma Paranhos, muitas vezes é necessário ir de encontro ou sair à caça das formas de protestos que estão ligadas ao “Lado B” da história13 .

Para o trabalho com a canção popular. Para se trabalhar com a canção popular enquanto objeto de pesquisa e análise são válidas algumas considerações de ordem metodológica.

Por muito tempo o âmbito acadêmico tratou com desdém a canção popular, uma vez que essa era vista como forma de entretenimento ou diversão. Com o advento da escola dos Annales, a partir das décadas de 1920/30, vimos a preocupação de certos historiadores14  em privilegiar  novos  campos  de  trabalho  aproximando-se  e  envolvendo-se  com  o  âmbito musical, cultural e antropológico. (15) Neste sentido, em meio às novas abordagens historiográficas,  foram se constituindo novas fontes de pesquisa ao historiador, como por exemplo: a canção popular.

Vista   como   portadora   de   mensagens   e   tradutora   de   impressões,   vestígios   e experiências de seu tempo, a canção popular tem sido, atualmente, alvo de numerosas pesquisas no âmbito da História, Ciências Sociais, Lingüística, Psicologia Social, Semiótica e Antropologia, entre outras áreas do conhecimento. Tal qual afirma o pesquisador Marcos Napolitano,  ao  ressaltar  a  importância  do  uso  documental  da  canção  popular  para conhecermos aspectos sócio-históricos de um lugar em seu espaço e tempo, “a canção (e a música popular como um todo) também ajuda a pensar a sociedade e a história, pois “a música não é apenas ‘boa para ouvir’, mas também é ‘boa para pensar’.” (16)

Ao realizarmos esse trabalho, entendemos que se faz necessário, enquanto método, a apreciação analítica das canções populares envolvidas na “cena rock” do Brasil da década de 1980. Para isso analisaremos os discursos sonoros contidos em cada canção (letra e melodia) analisada, desta época.

Ao contrário de certas análises que optaram por privilegiar apenas a análise das letras das canções, única e exclusivamente, supervalorizando o texto musical, nadaremos na contracorrente, afastando desse tipo de abordagem e optando por analisar em conjunto a melodia(música) ancorada a sua letra. Como recomenda o pesquisador Adalberto Paranhos: “restringir a análise de uma música tão-somente, ou acima de tudo, à sua letra implica reduzir a canção – por definição, uma obra musical revestida de letra – a um documento escrito como outro qualquer, amesquinhando seu campo de significações”.17 Assim faremos o uso da letra, mas também, de outros elementos que fazem parte da mesma canção, destacando o uso, ampliado, de sua musicalidade, ou ainda, de sua melodia, todavia sem desconsiderar a literalidade e os elementos textuais mesma.

Para isso o que se deseja é, enfim, reconhecer em letra e música, aqueles elementos da canção popular que apontam para algum sentido político, a ser identificado e capturado.

(1) Aluísio Brandão: Graduando em História pela UFU – Universidade Federal de Uberlândia/MG. (9°período).

(2) Tantos planos econômicos foram os de José Sarney, pai do Plano Cruzado 1, 2, Bresser, Verão, entre outras tentativas, que tentavam dar um fôlego para o Brasil, superar a inflação e a crise econômica que legava uma época desastrosa para tantos.

(3) Sobre o rock, a década de 1980 e a juventude brasileira, ver, entre outros, DAPIEVE, Arthur. BRock: o rock brasileiro dos anos 80. São Paulo: Editora 34, 2000, BRIAN, Guilherme. Quem tem um sonho não dança: cultura jovem brasileira nos anos 80. Rio de Janeiro: Record, 2004. e AGUIAR, Joaquim Alves de. Panorama da Música Popular Brasileira: da bossa nova ao rock dos anos 80. In: SOSNOWSKI, Saúl & SCHWARTZ, Jorge (orgs.). Brasil: o trânsito da memória. São Paulo: Edusp, 1994.

(4) Essas críticas, muitas vezes reproduzidas hoje em dia, contribuíram para intensificar a pecha de que os anos 1980 não passariam de uma “década perdida”.

(5) Sobre a relação rock, entretenimento e política, ver entre outras obras, CHAPELLE, Steve e GAROFALO, Reebe. Rock e indústria: história e política da indústria musical. Lisboa: Caminho, 1989; CHACON, Paulo. O que é rock? São Paulo: Brasiliense, 1982, e MUGGIATI, Roberto. Rock: da utopia à incerteza (1967-1984). São Paulo: Brasiliense, 1985, Rock: de Elvis à beatlemania (1954-1966). São Paulo: Brasiliense, 1985.

(6) Sobre o assunto, ver ROSZAK, Theodore. A contracultura. Petrópolis: Vozes, 1972, e PEREIRA, Carlos Alberto Messeder. O que é contracultura? 8ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1992.

(7) Me refiro, mais especialmente, aos EUA, em Nova York, quando muitos roqueiros aproveitavam (em muitos sentidos) o famoso festival de rock Woodstock, promovendo, em certos momentos protestos políticos contra o
governo estadunidense, ao estabeleshiment e aos conflitos da Guerra Fria (como a Guerra do Vietnã).

(8) PARANHOS, Adalberto. Política e cotidiano: as mil e uma faces do poder. In: Marcellino, Nelson C., Introdução às Ciências Sociais, 15ª ed., Campinas: Papirus, 2006, p.53 e 54. Ver sobre as relações de poder na vida social, ver também FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Introdução. 2.ª ed. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

(9) Ver PARANHOS, Adalberto de Paula. História e historiografia da música popular brasileira. Projeto de pesquisa aprovado pelo Departamento de Ciências Sociais e pelo Programa de Pós-graduação em História da
Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia: UFU, dez. 2005.

(10)  Esse tipo de abordagem metodológica, acaba por silenciar uma parte considerável de impressões culturais e sociais arremessadas por grupos marginais num determinado contexto histórico, impedindo, assim, que conheçamos outras partes da realidade social vivida, por isso utilizaremos outros tipos de análise, aquelas ligadas à micropolítica e da microhistória, analisando, outrossim, a obra de Carlos Ginzburg, e as microresistências da sociedade. Dessa maneira, serão elevadas a condição de protagonistas, as estratégias e táticas, as nuances e as formas minuciosas, elementares ou moleculares, de se fazer política, com vias a resgatarmos as possibilidades e sinais de ação política dos “outros atores”, daquele contexto.

(11) Canções do gênero rock brasileiro, produzidas na década de 1980.

(12) Ver HOBSBAWM, Eric. A história de baixo para cima. In: Sobre história: ensaios, traduzido do inglês. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 216-231.

(13)  Ver ELIAS, Norbert & SCOTSON, John L. Os estabelecidos e os Outsiders. Sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade: Jorge Zahar. Tenderemos a investigação aos protestos políticos (macro ou micro) lançada por agentes sociais marginais que estiveram afastados, ou ainda, excluídos da cena política e social de uma época (a década de 1980).

(14) March Bloch e Lucien Févre, participantes do movimentos dos Annales.

(15) Para conhecer mais sobre Annales, ver BURKE, Peter. A Escola dos Annales (1929-1989): a revolução francesa da historiografia; tradução Nilo Odalia. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997 e BLOCH, Marc. Apologia da História, ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

(16) NAPOLITANO, Marcos. História & música. Belo Horizonte: Autêntica, 2002, p. 11.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GERAIS

BLOCH, Marc. Apologia da História, ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. BRANDÃO, Antonio Carlos & DUARTE, Milton Fernandes. Movimentos Culturais de
Juventude. 11ª ed. São Paulo: Moderna, 1993.
BARREIROS, Edmundo. 1985: o ano em que o Brasil recomeçou / Edmundo Barreiros e Pedro Só. – Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.
CARMO, Paulo Sérgio do. Culturas Rebeldia. A Juventude em Questão. São Paulo: Ed. SENAC-SP, 2001.
CERTEAU, Michel. A Escrita da História. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1982.
     _. A Operação Histórica. In: LE GOFF, J. & NORA, P. (Orgs.) História: Novos Problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977.
CONTIER, Arnaldo  Daraya.  Música  e  História,  Revista  de  História,  n.º  119,  São  Paulo,  USP, jul./1985-dez./1988.
GINZBURG, Carlo. O Queijo e os Vermes. São Paulo: Cia das Letras, 1987. HOBSBAWM, Eric. A história social do jazz. 2° edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990. MEDAGLIA, Julio. Música impopular. São Paulo: Global, 1988.
TATIT, Luiz. O século da canção. Cotia: Ateliê, 2004.
TINHORÃO, José Ramos. História Social da Música Popular Brasileira. São Paulo: Editora 34, 1998.
VILLAÇA, Mariana Martins. Tropicalismo: Um movimento em debate. Alta Fidelidade – Dossiê Especial I: Tropicalismo. www.geocities.com/altafidelidade/trop_debt.htm,
24/05/2001.
VIEIRA, Maria do P.; PEIXOTO, Maria do R.; KHOURY, Yara A. A Pesquisa em
História. São Paulo: Ática, 1994.
WILLIAMS, Raymond. Cultura e Sociedade – 1780-1950. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1969.
_. Marxismo e literatura. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.
WISNIK, José Miguel. Algumas questões de música e política no Brasil. In: BOSI, Alfredo, (org.).
Cultura brasileira: temas e situações. São Paulo: Ática, 2003.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ESPECÍFICAS

ALVES, Antônio Marcus. Cultura Rock e Arte de Massas. Rio de Janeiro: Diadorim, 1995. BORDIEU, Pierre. O poder simbólico. 5.ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
CHAPELLE, Steve; GAROFALO, Reebe. Rock e indústria: História e política da indústria musical. Lisboa: Editorial Caminho, 1989.
CHACON, Paulo. O Que é Rock? São Paulo: Brasiliense, 1982.
CORRÊA, Tupã Gomes. Disco & Moda: função do rock na articulação do mercado cultural. São Paulo, 1988. Tese (doutorado). ECA, USP.
_. Mercado da Música: Disco e Alienação. São Paulo: Expert, 1987.
_. Rock, Nos Passos da Moda. Mídia, consumo X mercado cultural. Campinas
(SP): Papirus, 1989.
DOLABELA, Marcelo. Abz do Rock Brasileiro. São Paulo: Estrela do Sul, 1987.
FLANAGAN, Bill. Dentro do Rock: Grandes compositores de rock revelam como criam suas musicas. São Paulo: Marco Zero, s/d.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 2° ed., Rio de Janeiro: Gral, 1979.
GROPPO, Luis Antonio. O Rock e a Formação do Mercado de Consumo Cultural Juvenil: A participação da música pop-rock na transformação da juventude em mercado consumidor de produtos culturais, destacando o Caso do Brasil Os Anos 80. Campinas, 1996. Tese (Doutorado), IFCH, UNICAMP.
GUATARRI, Félix e ROLNIK, Sueli. Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis: Vozes, 1986. HOME, Stewart. Assalto à cultura: utopias, subversão, guerrilha na (anti) arte do século XX. 2 ed. São Paulo: Conrad, 2004.
LAMOUNIER, Bolívar (Org.). De Geisel a Collor: O balanço da transição. São Paulo: Sumaré/IDESP, 1990.
MAIA, Cristiano Escobar. A Nossa Geração Perdida. Itajaí-SC: Ed. da UNIVALI, 2000. MONTANARI, Valdir. História da Música : Da Idade da Pedra à Idade do Rock. 2ª ed. São Paulo: Ática, 1983.
MORAES, José Geraldo Vinci de. História e  música: canção popular e  conhecimento histórico.
Revista Brasileira de História, vol. 20, n. 39, São Paulo, 2000.
MUGGIATI, Roberto. A Revolução dos Beatles. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997.
Rock: Da Utopia à Incerteza (1967-1984). São Paulo: Brasiliense, 1985.
Rock: de Elvis à Beatlemania (1954-1966). São Paulo: Brasiliense, 1985.
Rock: Os anos heróicos e os anos de ouro. São Paulo: Brasiliense, 1985. NAPOLITANO, Marcos. História e música: história cultural da música popular. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
PARANHOS, Adalberto. A canção popular em tempos neoliberais. Paper apresentado no VI Congresso da seção latino-americana da International Association for the Study of Popular Music. Buenos Aires, IASPM-AL, 2005.
. Os desafinados do samba na cadência do “Estado Novo.” Nossa História, n.
4, Rio de Janeiro, fev. 2004.
. Os desafinados: sambas e bambas no “Estado Novo”. In: AXT, Gunter et al.
Reflexões sobre a era Vargas: da vida para a história. Porto Alegre: Memorial do Ministério Público,
2005.
. Política e cotidiano: as mil e uma faces do poder. In: MARCELLINO, Nelson
C. (org.). Introdução às Ciências Sociais. 14. ed. Campinas: Papirus, 2005.
. Vozes dissonantes sob um regime de ordem-unida: música e trabalho no
“Estado Novo”. ArtCultura, vol. 4, n. 4, Uberlândia, jun. 2002.
NUN, José. A rebelião do corpo. Desvios São Paulo: s/ed., ago./1983.
PEREIRA, Carlos Alberto Messeder. O Que é Contracultura? 8ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1992. RIDENTI, Marcelo. Em Busca do Povo Brasileiro. Rio de Janeiro: Record, 2000.
ROCK: A música do século XX. Rio de Janeiro: Rio Gráfica, 1983 (2 Vols.). ROSZAK, Theodore. A contracultura. Petrópolis: Vozes, 1972.
SADER, Eder. Quando novos personagens entram em cena. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. SOUZA, Antonio Marcus Alves de. Cultura Rock e Arte de Massa. Rio de Janeiro:
Diadorim, 1995.
SOUSA, Rafael Lopes de. Punk: Cultura e Protesto. A mutações ideológicas de uma comunidade juvenil subversa. São Paulo 1983-1996. Assis (SP), 1997. Dissertação (mestrado), FCL, UNESP - Assis.

8. REFERÊNCIAS DISCOGRÁFICAS

“Cabeça de Dinossauro” Titãs, WEA, 1986, LP/CD.
“Nós vamos invadir sua praia”. Ultraje a Rigor, WEA, 1985, LP. “Revoluções por minuto”, RPM, CBS, 1985, LP.
“Que país é este – 1978/1987”, Legião Urbana, EMI, 1987, LP/CD. “Longe demais das capitais”, Engenheiros do Hawaii, RCA, 1986, LP. “O concreto já rachou”, Plebe Rude, EMI, 1986, EP.
“Cidades em torrente”, Biquíni Cavadão, PolyGram, 1986, EP. “Nenhum de nós”, RCA, 1987, LP.
“Exagerado” Cazuza, Som Livre, 1985, LP. “Cena de cinema” Lobão, RCA, 1982, LP/CD. “Viva”, Camisa de Vênus, ao vivo, RGE, 1986, LP. “Magazine”,WEA, 1983, LP.
“Tempos Modernos” Lulu Santos, WEA, 1982, LP/CD. “Rock´n geral”, Barão Vermelho, WEA, 1987, LP/CD.
“Rock voador”, coletânea, WEA, 1983, LP.zzzz

Comments   

0 #1 Renato Penido 2017-07-02 11:31
Apolíticos são os que vieram nos 2.000.
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