Rock & Política: Capítulo IV - Rock na Sé (1986)

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Importante:

1) A qualidade das gravações acima fornecidas é muito pobre. São gravações "mono" tiradas direto da mesa de som de uma saída para retorno de palco. Portanto o instrumental geralmente soará mais baixo do que deve uma vez que era menos necessários para os músicos no palco. Quem sofreu bastante foi o baterista cuja bateria estava instalada no segundo andar do palco, dificultando muito para o músico ver o resto da banda. O Baterista dependeu quase que exclusivamente do som das caixas de retorno como referência.

2) As gravações são apresentadas na rádio na ordem cronológica do evento.

3) Banda nenhuma deve ser julgada pela qualidade destas gravações. Estas gravações foram feitas à mais de vinte e cinco nos atrás, em 1986. Assim como todas as gravações fornecidas neste site, estas gravações devem ser interpretadas apenas pelo seu valor histórico e nada mais! Lembrem-se que a maior parte dos músicos das bandas de rock brasileiras de hoje, ou não tinham nem nascido ou ainda estava chupando chupeta.

4) Infelizmente a fita que continha de um lado o show do Viper e do outro o show do Korzus sumiu. Estou certo que emprestei a fita para um dos músicos de uma destas duas bandas que, nunca mais me devolveu.

5) A fita que continha o show da banda Pozzeidon infelizmente desapareceu.

6) A banda Sacerdote apesar de ter se comprometido, não compareceu. Na verdade, foi ótimo porque possivelmente se esta banda tivesse tocado teria sido apenas uma música.
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08/11/1986 - Barbieri em fim de campanha...

Com a data limite para campanhas, estipulada pelo Juiz Eleitoral, aproximando-se rapidamente, os partidos começaram marcar seus comícios finais.

O local preferido foi a Praça da Sé no coração da capital de São Paulo e, todos os partidos queriam uma data de fim de semana.

O PCB que, tinha metido os pés pelas mãos, na sua decisão de apoiar o empresário Antônio Ermírio de Morais para governador, nem um comício de fim de campanha tinha sido capaz de organizar. Quer dizer, na campanha do Barbieri, que eu chamava "a campanha do eu sozinho”, se quisesse que alguma coisa acontecesse teria que mover os meus próprios pauzinhos.

Produzir um concerto de rock na Praça da Sé tinha sido um sonho que perseguira à muitos anos. Se a possibilidade de ser eleito era remota, a de realizar este ideal parecia bem possível.

Cabe lembrar que, apesar do PCB estar agora legalizado não significava que os comunistas tinham o apoio geral. Muito pelo contrário. Apesar das dificuldades, entretanto, uma coisa nós tínhamos à nosso favor, a lei. Se o PDS, o PMDB e o PT poderiam fazer um comício na Sé, então, o PCB tinha que ter também o mesmo direito.

Para conseguir realizar o show na Sé eu precisava de cinco coisas:

Uma autorização oficial, as bandas, a aparelhagem de som , um palco e muita divulgação.
 

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Autorização da Prefeitura de São Paulo

A autorização

Eu fui à Prefeitura, chequei as datas vagas e fiz um pedido em nome do PCB solicitando ao então Prefeito Jânio Quadros a autorização para um "Show Comício" na Praça da Sé.

Jânio Quadros sempre foi um tipo folclórico, explosivo e cheio de contradições. Portanto, não foi nenhuma surpresa ver sua autorização tipicamente “janiota” publicada no Diário Oficial onde ele declarava que “defiro mas, sob protestos”.

As bandas

As bandas Viper, Korzus, Vega, Pozzeidon, Minotauro, Profecia, Anarca, Spectrus, Horus, Sacerdote, Vírus, Ozone, Excalibur aceitaram meu convite para tocar gratuitamente. Sou eternamente grato à todas elas! Muito obrigado!

O Som

Sem dinheiro nenhum, não tive jeito, tive que fazer uma coligação política e aliar-me a quem tinha os recursos, Alberto Goldman.

Para ser franco, Goldman tinha desde o princípio comportado-se de forma muito franca e honesta comigo e, sem sua ajuda, eu não teria conseguido fazer o pouco que fiz. Portanto, fui falar com Rômulo que era seu chefe de campanha.

Goldman em princípio gostou do projeto só que ele não tinha idéia das minhas necessidades em termos de som. Para ele, um caminhão com umas caixinhas em cima e um microfone estava ótimo.

Tivemos que ter uma reunião com a empresa de som onde bati o pé para que a aparelhagem fosse melhor. Assim mesmo, considerando-se o tamanho da Praça da Sé e a verba para aluguel do equipamento, a aparelhagem conseguida foi, infelizmente, bem inferior ao necessário e o pessoal do som teve que fazer mágica.

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Barbieri falando no começo do show

O palco

Fiquei chocado com os preços que as empresas estavam cobrando para alugar um palco. Era mais caro do que o aluguel de uma aparelhagem de som.

Como o PT faria seu comício um sábado depois do meu, liguei para os organizadores da campanha para ver se conseguia usar o palco deles gratuitamente. Imediatamente, o pessoal do PT sugeriu alugarmos um palco em conjunto e assim racharmos as despesas.

Eu não disse nem sim nem não e fui dando corda para a conversa até que saiu o convite para comparecer no próximo dia de manhã na Praça da Sé para conversar pessoalmente com os organizadores do comício que estariam lá juntamente com o candidato Eduardo Suplicí que estaria dando uma entrevista coletiva para a imprensa.

No outro dia, em frente da Catedral da Sé, encontrei um tumulto armado. Por um lado, lá estava o Suplici todo galante rodeado de repórteres femininas, todas com aquelas caras hipnotizadas tipo “ai como ele é lindo”, e do outro lado os organizadores do PT putos soltando fogos pelas ventas porque, diante deles, como um bando de formigas, uma multidão de trabalhadores, com três semanas de antecedência, já estavam construindo o imenso palco do comício do PMDB. O palco do PMDB estava sendo construído exatamente no lugar onde o PT planejava construir o deles. O PT já estava mobilizando seus advogados e ameaçavam embargar a obra. O PMDB dizia que o palco deles era muito grande e necessitavam de três semanas para ser construído e que, como compensação, deixariam o PT usar seu palco gratuitamente. O PT, por sua vez, rejeitava a oferta alegando que aquele palco seria um “castelo faraônico” e que o palanque ficaria muito distante do povo. O PT certamente tinha condição de dar muita dor de cabeça ao PMDB.

Eu, ali observando a disputa, tive uma idéia luminosa. Aproximei-me deste senhor usando um terno elegante que comportava-se como o porta-voz do PMDB e falei em voz baixa:

“-Desculpe-me, posso ter uma palavrinha rápida?”

O homem olhou para mim, consentiu com a cabeça e afastou-se do grupo.

“-Meu nome é Celso Barbieri sou candidato à Deputado Estadual pelo PCB. Ao contrário do nosso partido, juntamente com o Alberto Goldman, continuamos apoiando o Quércia. Eu tenho a solução para o seu problema. Dirija-se à este povo do PT e diga-lhes que este palco está sendo construído para o meu comício que acontecerá no sábado anterior ao deles.”

Os olhos do responsável pelo PMDB ganharam vida. Ele imediatamente pôs o braço nas minhas costas e perguntou:

“-Trocamos papeis?”

“-Mas é claro! Respondi

Então, como antigos amigos, nos dirigimos ao pessoal do PT e, soltamos a bomba. Depois do anunciado não havia mais o que discutir. O argumento foi esvaziado e o PT teve que engolir o sapo desaparecendo rapidamente.

Já mais tranqüilo, o representante do PMDB chamou os engenheiros. Não daria tempo para colocar a cobertura do palco mas eu agora tinha um palco gigantesco!

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O Panfleto

A divulgação

O departamento de publicidade da campanha do Goldman fez a arte do panfleto. Rodei 15.000 cópias que foram deixados em todas as lojas de discos e lugares onde a moçada roqueira costumava freqüentar. Distribuí milhares de panfletos de mão em mão.

A imprensa não estava dando muita cobertura na minha campanha mas mesmo assim mandei o release para todo mundo. Se foi noticiado, não sei por que, na campanha do “eu sozinho” não sobrava tempo para nada. (Aliás depois que escrevi esta matéria, recebi os recortes de jornais colocados no fim destá pagina!

Entrei em contato com o repórter da TV Cultura (Canal 2 ) que sempre cobria os meus eventos e ele prometeu comparecer.

08/11/1986 – Rock na Sé - O show


Sábado de manhã chego na Praça da Sé e cadê o caminhão com a aparelhagem de som? Pior ainda, neste momento, passa um carro com alto-falante anunciando o comício do Paulo Maluf no mesmo lugar. Liguei imediatamente para o Rômulo chefe da campanha do Goldman e responsável pelo som.

Fui informado que Maluf tinha conseguido autorização federal para fazer um comício no mesmo dia e lugar que o meu. Rômulo informou-me também que Goldman estáva receoso de que um conflito pudesse prejudicar sua campanha.

Para mim a “bola de neve” já estava em andamento e não tinha como parar. Perguntei ao Rômulo onde estava o caminhão e ele informou-me que o mesmo estava estacionado na Praça João Mendes atrás da Praça da Sé. Disse para o Rômulo que não se preocupasse pois se saísse pancadaria, quem poderia acabar sendo preso seria eu e não o Goldman. Sugeri que o Goldman viesse e se o clima estivesse bom, que ele subisse no palco. Na verdade, não dei muita chance para o Rômulo mudar de idéia. Eu só queria mesmo era saber onde estava o caminhão do som.

Fui correndo para a Praça João Mendes, encontrei o caminhão e intimei seus ocupantes:

“-Vocês querem ganhar por este serviço ou não?”

“-Claro que queremos!” Responderam.

“-Então, vamos instalar este equipamento rápido pois já estamos atrasados.”

Rapidamente o palco começou tomar forma, as bandas começaram chegar e a multidão formar-se.

A cada 10 minutos passava um carro anunciando naquele mesmo lugar a presença de músicos bregas e bandas sertanejas para o comício do Maluf.

Uma perua da polícia chegou, estacionou e ficou lá parada em evidência. Daqui a pouco já tinham duas, três, quatro e a presença militar foi aumentando.

A garotada do Viper subiu no palco. Usamos o próprio baterista para acertar o som da bateria e fizemos o mesmo com os outros instrumentos. O Viper começou seu show.

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Viper

A seqüência das apresentações das bandas tinha sido resultado de um sorteio onde todos participaram. Cada banda teria o direito a tocar 45 minutos. Com um intervalo de 15 minutos para troca de banda. Enquanto as bandas eram trocadas eu usaria o microfone para o meu discurso eleitoral. Quer dizer nenhuma banda foi interrompida para falas políticas.

Havia uma certa tensão no ar. Tinha um monte de gente no meio do público que não parecia roqueiro.

A próxima banda a detonar foi o Korzus. Ainda hoje lembro-me do Korzus interpretando “Anjo do Mal” em frente da Catedral da Sé. Foi digno de uma excomunhão Papal. :-)

Depois do show do Korzus seguiram-se as bandas Vega e Vírus. Antes do Minotauro entrar, chamei meu pai, Demetrio Barbieri, para dar umas palavrinhas. O velho estava, visivelmente emocionado e cheio de orgulho. Sua fala foi perfeita e direta no ponto.O Sr. Demetrio vendeu a candidatuta do seu filho com perfeição :-) A banda Minotauro teve uns problemas com o som e não ficou muito satisfeita.

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Demetrio Barbieri

No intervalo para troca de bandas, antes do show da banda Profecia chamei o Alberto Goldman para o palco. Goldman chegou durante o show da banda Vírus. Quando fui recebê-lo ele abraçou-me ao mesmo tempo que, num tom imponente de político com muitos anos de experiência, disse:

“-Barbieri, eu subestimei você! Parabéns!"

“-Goldman, tenha paciência, que o acordo é não interromper o show das bandas. Assim que terminar este show, na troca de bandas você fala.” Informei-lhe.

“-Eu não tenho nada a dizer, é o seu comício.” Disse politicamente, sabendo de antemão que ele iria discursar...

Eu ignorei o que ele disse e rápidamente fiz um resumo dos problemas enfrentados pelos músicos de rock. Falei da falta de espaços, gravadoras e boicote da imprensa em geral.

O Goldman prestou atenção, subiu lá e como bom aluno repetiu tudo certinho.

Goldman nem tinha abandonado o palco direito quando do outro lado do praça, um caminhão puxando uma carreta enorme toda branca foi tomando lugar. A carreta era realmente longa e o lado lateral que era voltado para as costas do meu público abriu-se, para revelar um palco já pronto com aparelhagem de som de primeira qualidade.
 
 
 

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Ozone

 
Agora existiam dois palcos, um de frente para o outro, nos lados opostos da praça. Era a disputa de quem tocava mais alto. Nos intervalos podia-se ouvir o outro lado tocando música sertaneja e convidando o público para o show deles. A presença do PDS era realmente inconveniente. Eu tentava ignorar mas não dava. A situação ficava cada vez mais tensa.

Primeiro foi um bêbado que, não sei como, conseguiu subir no palco. Depois foi um tipo com cabelo curto modelo escovinha que apareceu para perguntar de forma arrogante" "Quando que este barulho vai acabar?".

Tive que rapidamente arregimentar um grupo de roqueiros fortes para a segurança.

Um policial subiu para avisar que o capitão queria falar comigo lá na viatura.

Quem garantia a minha segurança? Se fosse lá estaria arriscado a ser levado para a delegacia. Pedi ajuda ao repórter da TV Cultura. Pedi para ele “grudar” em mim com sua equipe e ele prontamente aceitou.

Desci para falar com o capitão que, basicamente, disse que eu deveria parar com o show imediatamente pois o Maluf tinha autorização Federal e eu só tinha Estadual. Eu mostrei-lhe minha autorização e informei-lhe que quem decidia nestas circunstâncias era o Juiz Eleitoral. O capitão alegou que seria impossível encontrar o Juiz eleitoral no sábado. Eu então respondí que o problema não era meu e sim dele. Que eu estava dentro da lei.
 
O capitão olhou para o câmera e disse;“-Desliga esta câmera!”Com a câmera apontanda para o chão o capitãol aproximou-se e falou:-Olha aqui meu filho. Se morrer alguém hoje aqui, a culpa será toda sua.Enquanto recebia este conselho sinistro, podia ouvir uma agitação acontecendo no meio do público.Corrí para o palco, no final do show da banda Profecia, para saber que tinha acontecido um tumulto no meio do povo.Pelo que fui informado, uns agentes provocadores estavam infiltrados na massa. O corre-corre tinha sido sério e alastrado-se até a Rua Direita. No corre-corre uma criança tinha se perdido e agora estava no palco toda assustada. Tentei acalmar a multidão e ao mesmo tempo informando-lhes dos problemas e pressões que estava sofrendo nos bastidores. A coisa estava realmente séria! Não queria carregar na minha consciência a responsábilidade pela morte de ninguém.
 
 
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Barbieri acalmando o povo.
 
Mesmo reduzindo cada show para 25 minutos ficou claro que não daria para segurar o confronto por muito tempo. Num ato de desespero e para não frustrar as bandas que ainda não tinham tocado, reduzi o show das últimas bandas para apenas uma música cada.

A última banda, Excalibur, tocou apenas uma música e terminou o show, para minha surpresa e emoção, com um apelo em meu favor. Foi um gesto muito amigo!

Eu sei que, acreditem-me, foi uma luta. O show foi feito com trabalhadores do PMDB no palco martelando, com outro sistema de som em frente ao nosso, com a polícia pressionando e um monte de gente trabalhando contra. Escutando estas gravações que disponibilizadas aqui nesta página, certamente o caro leitor terá uma boa idéia do que foi o Rock na Sé.
Antonio Celso Barbieri
Mais Fotos!
 
Viper Viper
Viper Ozone
Ozone Ozone
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Ozone Barbieri e a Policia
Barbieri
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Se o leitor quiser ficar sabendo um pouco da história do PCB, leia esta matéria sobre Luís Carlos Prestes escrita por Alzira Alves de Abreu/Alan Carneiro (clique aqui)

Não deixem de ler os outros capítulos desta história!
Rock & Política: Capítulo I - Luiz Gushikin, Tita e os Bailes na PUC
Rock & Política: Capítulo II - Dalam, Jornal do Cambucí e a Praça do Rock
Rock & Política: Capítulo III - Barbieri e o PCB

Comments (7)

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Ver as fotos que foram tiradas no Festival Rock na Sé me fez voltar no tempo . Nessa epoca eu era criança , hoje fico pensando : se o meu pai e a minha mãe (que faleceu em outubro de 2005) tivessem me levado para assitir esse festival , eu teria sido mais feliz daquele tempo , contado aos meus amigos de escola , e hoje já estaria contando essa historia para as novas gerações . Mas , fazer o que ? Afinal , Os bons tempos já se foram e deixaram saudades . Ah ! Quem me dera eu poder voltar no tempo e viver a epoca de ouro do Rock e Metal Brasileiro ...

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Meu Deus! Quanta emoção! Eu era o baixista do Anarca nesse show. Lembro de tudo como se fosse hoje. Infelizmente não tenho nenhum registro desse show, todo material do Anarca está com o Wagner, que atualmente mora na Flórida. Por favor,entre em contato comigo. Grande abraço!<br /><br />Resposta do Barbieri:<br /><br />Oi Sergio<br /><br />Que bom que você gostou da matéria....<br /><br />Tem uma música deste show para baixar aqui no site...<br />Clique em DOWNLOAD no menu e visite a pasta "Rock na Sé".... Aliás, tem muita raridade no server para você baixar... divirta-se!<br /><br />Um abraço<br /><br />Celso Barbieri

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Eu estive nesse Festival. Tinha 13 anos e foi um dos meus primeiros shows de Rock, assim como os shows do Harppia no Teatro Paulo Eiró.<br />Fico muito feliz de saber que há registro dessas histórias que hje conto para minhas filhas!<br /><br />Parabéns.<br /><br />Abraços.<br /><br />Marcus

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Minha vó morava em um prédio comercial, no último andar, que ficava ao lado de onde foi montado o palco. Seu marido (vôdrasto :-D)era zelador do edifício e eu estava com meus pais nesse dia fazendo uma visita. Como comecei a curtir rock em 1985 - com 12 anos - fiquei maravilhado em saber que ali estava acontecendo um show de Heavy com bandas nacionais. Infelizmente da altura que eu estava não dava para ouvir o som muito bem (mas foda-se, o que importa é o evento) e ainda tinha que desviar das cagadas das pombas. São ótimas lembranças de uma época em que eu ia na Woodstock discos ficar olhando os discos de vinil (não tinha grana pra ficar comprando - talvez 1 ou 2 discos por ano) e depois ir na casa da minha avó tomar achocolatado e ver Seção da Tarde comendo bolo quente (rockeiro também pode ser "criadão pela avó" ;-)).<br />Enfim, parabéns pelo registro e iniciativa. Foi do caralho!

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Como roqueiro e comunista (ainda Hoje), tive muita honra de estar no showmício. Só lamento que o goldman tenha mudado de lado e hoje é de direita. Traiu nossa confiança.

 
  1. Pedro Rubim

Sr. Barbieri:<br />Estou profundamente emocionado. Acredite, o Rock na Sé é uma das lembranças mais caras em minha vida. Seu relato é um presente. Lendo-o, entendo um pouco mais sobre as pessoas, cujo exemplo, me influenciaram positivamente....

Sr. Barbieri:<br />Estou profundamente emocionado. Acredite, o Rock na Sé é uma das lembranças mais caras em minha vida. Seu relato é um presente. Lendo-o, entendo um pouco mais sobre as pessoas, cujo exemplo, me influenciaram positivamente. Talvez o Sr. não saiba, mas aquela reunião de bandas semeou a reflexão no espírito de muitos jovens.

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  1. Paulo El Khouri

Celso, que bom achar esta preciosidade! Nesta época era o baixista da banda Vega, que se tornou MR Cygni logo após. Continuo no caminho do rock e este evento muito ajudou nesta certeza: "O que vem de dentro não deve ser abafado!" Mesmo que o medo...

Celso, que bom achar esta preciosidade! Nesta época era o baixista da banda Vega, que se tornou MR Cygni logo após. Continuo no caminho do rock e este evento muito ajudou nesta certeza: "O que vem de dentro não deve ser abafado!" Mesmo que o medo e as incertezas tomem conta da vida em algum momento, sempre irá explodir ide alguma forma o que está lá dentro, mais cedo ou tarde! Se for em forma de música, melhor ainda! Bom ler também os relatos acima e saber que de alguma forma servimos, eu, voc e todos os outros, de motivo de reflexão e boas lembranças! Long Live Rock'n'Roll!

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Comentários

Anderson Freitas posted a comment in Monterey Pop Festival (1967): Contado por quem esteve lá!
Saudações! Eu sempre acesso esse site para ler essa história. Fique muito triste agora. O senhor Stan Delk faleceu em 2016.<br />https://www.findagrave.com/memorial/171638689<br /><br />Descanse em Paz!<br /><br />Barbieri Comenta: Ele foi muito gentil comigo, disponibilizou o seu texto e acreditou nas minhas boas intenções! Quanto a matéria ficou pronta ele ficou muito satisfeito! R. I. P.
Neuza Maria posted a comment in Tony Osanah: Um argentino bem brasileiro
Muito interessante essa matéria sobre o Tony Osanah. Sou amiga pessoal dele há mais de 30 anos e hoje relembrei muitas coisas sobre ele, que já havia me esquecido. Grande talento! Ele está em visita no Brasil, esteve em Peruíbe até o dia 24 de janeiro e deverá retornar para a Alemanha no dia 07 de fevereiro. Pena que não programou nenhuma apresentação por aqui.
Daniel Faria posted a comment in JAJI: Homenagem postuma!
Tive o grande prazer de trabalhar com Jaji na decada de 1990. As festas no apartamento dele eram legendárias. Só fiquei sabendo da morte dele em 2017 e fiquei bem triste. Ele faz falta e será sempre honrado pelo público Metal de São Paulo.
Olá Barbieri! Que legal esse artigo, é sempre maravilhoso poder "beber" de fonte sábia. Neste sábado, 13/01/2018, teremos a chance de conferir o ensaio aberto da Volkana no Espaço Som, em São Paulo. A boa notícia é que, a exemplo do Vodu, que voltou à ativa em 2015, as meninas também decidiram se reunir, esperamos ansiosos que depois desse ensaio aberto role outros shows por ai. Um grande abraço!
Já sofremos muito também tentando fazer festivais. Mas resolvemos nos dedicar ao rock nacional de outras formas. Lançamos nosso primeiro disco https://base.mus.br que é para mostrar nosso amor pelo rock brasileiro.
André Luiz Daemon posted a comment in Luiz Lennon (Beatles Cavern Club)
Olá, boa noite! Alguém poderia me dizer o nome da música de abertura do programa Cavern Club que foi ao ar após o falecimento do saudoso e inesquecível Big Boy.<br />Logo após o seu falecimento, outro locutor entrou em seu lugar, e a abertura do programa era com o ex-Beatle Ringo Starr cantando.<br />Se alguém souber, por favor, me mande por e-mail, procuro essa música há muitos anos e signiifca muito para mim.<br />Valeu, abraços aos Beatlemaníacos que nem eu!!
José Carlos posted a comment in Tony Osanah: Um argentino bem brasileiro
Confirma pra mim, eu ouvi falar que o vocal da música Graffitti do Paris Group e de Tony Osanah, e que na realidade a banda nunca existiu. Foi um jingle produzido exclusivamente para a propaganda da calça Lewis e devido ao sucesso na televisão foi forjada uma banda para gravar um compacto e faturar uma grana em cima. É verdade?<br /><br />Oi José Carlos, sinto muito mas não tenho como confirmar esta história, entretanto, sei que nos anos 60 e 70 várias bandas brasilerias gravaram faixas em inglês usando nomes fictícios. Quer dizer, não será surpresa se for verdade!
Em se tratando de ROCK, é sem dúvida A Melhor Banda de ROCK até hoje.Acho o som deles o máximo. Conheci a pouco tempo (2010) e ouço desde então... Muito feras
jeronimo posted a comment in Delpht - Far Beyond (CDR Demo - 1997)
você podia disponibilizar essa demo para download pois ela não se encontra a venda
Parabéns Barbieri!!! ficou perfeito, muito original e harmônico, com o peso certo. Muito gostoso ouvir seu som.
CK posted a comment in Carioca & Devas
Ei! Obrigado por este artigo, ótima história e histórias.<br /><br />Hey! Thank you for this article, great history and stories. <br /><br />Thanks again!<br /><br />CK
Eu tinha 14 para15 anos em 1966 quando estava com outros amigos mais velhos e todos cabeludos na Av.Sao Luiz quando começaram a jogar pedras e saímos correndo pela. 7 de abril descemos a 24 de maio queriam nos matar uma multidão eu entrei no Mappin até chegar a polícia para nós tirar de lá.
De acordo com um set list desse show que achei na minha coleção, as músicas tocadas foram Maria Angélica, Perfume, British, Variações, Dissipações, Súplicas, Boca e Vade Retro.
Muito legal ver isso. Estive em muitos shows aqui relatados. O festival com o Dorsal, Vulcano em Santos, teve uma cena memorável quando o vocalista do Crânio Metálico, da Bahia, entendeu que as pessoas gritavam "côco metálico" para a banda e nao o nome coorreto. Ele se indignou com a falta de respeito e chamou as pessoas as briga. Muitos se solidarizaram com o vocalista da banda e o aplaudiram, repugnando o preconceito. Me lembro ainda que nesse show jogaram confete na apresentação do Vulcano e depois a serragem. Era tempo de ascenção do Death Metal e que muitos ridicularizavam o Black Metal... Cena triste também... Mas foi uma noite ótima. Vulcano mandou bem e Dorsal fez um show primoroso.
Charles Campos posted a comment in Soul of Honor
https://www.youtube.com/watch?v=Sn2ckIF0Gbk
Charles Campos posted a comment in Soul of Honor
Boas recordações de minha adolescência!!!<br />Assisti a uma apresentação do <br />Bodas de Sangue no Espaço Retrô (Senão estiver enganado)<br /><br />Foi uma baita apresentação!!!
CASSIO VIEIRA posted a comment in Carioca & Devas
Pessoal, alguém saberia me dizer se neste 'Ensaio (1977)' é o Tom (acho que o sobrenome dele é De Maia ou algo assim) que está tocando bateria? Ele morava no meu bairro, e o pai dele era dono da escola em que eu estudava, Colégio 7 de Setembro.
"Suspeitei desde o principio..." (Chapolin Colorado)<br /><br />Muito legal o texto, vivo fazendo coisas no automatico e com o maior temor de ter um colapso mental, e tenho tambem aprendido coisas novas sempre, autodidata por natureza. Agora estou mais tranquilo e posso tranquilizar outras pessoas a minha volta, a solucao e a causa do problema sao simples, (talvez eu tenha que me render aos passinhos de dança do ventre de vez em quando...).<br />Parabens pelo texto
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