Barbieri Music

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T
heBrainSexyDiet (TBSD)
MASTER BLASTER
Escrito por Antonio Celso Barbieri

Em 1987, pouco tempo depois de estabelecer-me na cidade de Londres, comecei comprar equipamentos musicais usados, juntando um arsenal de teclados e baterias eletrônicas. Na época, comprei o que existia de mais avançado em tencnologia de gravação de áudio - um gravador digital DAT. Todos os instrumentos eram  plugados em um computador Atari que usava um sequencer controla-los.

Nos anos 80, no Reino Unido, computadores Atari foram a peça obrigatória e, às vezes até central, de qualquer estúdio profissional. Mesmo que o estúdio não usasse normalmente este equipamento, ele tinha que te-lo porque, milhares e milhares de músicos estavam, nos seus estúdios caseiros, fazendo música usando exatamente este computador.  Aliás, Barbieri na verdade tinha dois Ataris, um funcionava como sequenciador rodando o lendário Cubase 3 da companhia alemã Steinberg e o outro rodando um "sampler player" bem limitado que, naquela época, só era capaz de tocar no máximo 4 sons de cada vez. Nesta época ter um sampler Akay S1000 ou um teclado com poder de "samplear" era o sonho de todo músico amador. Bom, meu poder aquisitivo era bem limitado e meu estúdio caseiro foi crescendo lentamente com a ajuda do dinheiro ganho trabalhando em hoteis e serviços similares.

A verdade é que, mesmo com tanta limitação compus e gravei muita música!

Adotei o nome UBIK, um nome "hacker" que usava na Internet, tirado do nome de um livro escrito pelo meu escritor de ficção científica favorito, Phillip K Dick (prolífico escritor mundialmente famoso por ter escrito o "cult" Bladerunner) e, criei meu projeto Rock/Eletrônico/Industrial chamado TheBrainSexyDiet.

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Barbieri no seu visual TheBrainSexyDiet lá pelo começo dos anos 90. Foto: Orlanda Gérauld.

Influenciado e motivado pelo som poderoso e visceral de bandas como Ministry e Young Gods, atraído pelo som de bandas seminais como Laibach, Front 242 e In The Nursery e, finalmente pelo som da lendária, futurística e imortal banda alemã Kraftwerk, comecei criar um som cheio de guitarras brutalmente distorcidas apoiadas sobre ritmos de bateria repetitivos e hipnóticos, acrescentei samplers retirados de filmes e barulhos de máquinas. Também inclui, aqui e ali, pequenos elementos de música clássica e étnica.

Fundei meu projeto TheBrainSexyDiet (Uma dieta sexy para o cérebro) em 1988. O nome foi inspirado numa estampa de um pano-de-prato pendurado na parede da cosinha da casa de uma amiga portuguêsa chamada Orlanda Gérauld (Na época ela era Orlanda Ribeiro, hoje ela vive em Nantes na França).  O texto do pano-de-prato promovia uma dieta saudável para o cérebro formada por frutas e vegetais.

Estava claro que já em 88, eu tinha outras ideias bem mais radicais à respeito de música e, na verdade nunca pensei seriamente em apresentar-me ao vivo. Tenho que reconhecer que, para época, para o Brasil, meu som era muito radical, realmente uma dieta "muito pesada" para o cérebro do ouvinte incauto.

Composto, produzido e gravado aqui pelo Barbieri, TheBrainSexyDiet debutou em 1995 seu primeiro e único álbum chamado Master Blaster. O álbum, na verdade, consiste em uma coletânea de faixas experimentais que vinha gravando e juntando à anos. Foi a forma que encontrei para perpetuar e ao mesmo tempo deixar fácil para ouvir este trabalho que estva espalhado em diversas fitas DAT, guardadas numa caixa de papelão juntando poeira. Aliás é importante lembrar que a foto da capa deste álbum assim como minha foto acima são de autoria da minha amiga Orlanda Gérauld. Orlanda também tem uma breve participação na faixa "I Think Therefore..." incluída no álbum The Holographic Mirages of the Soul (Better Ashes Than Dust) lançado em 2012 onde ela diz "Je t'aime".

Na verdade, apesar de algumas cópias terem circulado entre amigos e terem sido enviadas sem sucesso para mais de 30 gravadoras pelo mundo, este álbum infelizmente nunca foi lançado oficialmente através de nenhuma gravadora. O trabalho para a época era propositadamente primitivo e radical demais. Bandas como The Prodigy só mais tarde surgiriam com um som similar. Bom, enquanto o sonho não acontecia, trabalhei como UK Correspondente para a revista Dynamite de São Paulo, produzi outros artistas e acabei gravando outros projetos com nomes diferentes (The Living Clocks e Better Ashes Than Dust).

Hoje em dia, faz muito tempo que meu querido computador Atari anda guardado como uma relíquia, uma peça de museu, de um tempo em que eu realmente sentia que estava tecnológicamente muito à frente da maior parte dos músicos brasileiros. No momento uso um poderoso computador Mac Pro que, serve como sequeciador rodando Cubase 6 que, por sua vez, controla inúmeros instrumentos virtuais e samplers variados. No Mac Pro a única limitação que tenho é o da minha própria capacidade de criação e conhecimento musical. Acreditem que, é aí que a coisa pega e, esta é a minha batalha diária, a batalha contra as minhas próprias limitações. Como falo no comeco desta matéria, tenho alguns teclados (hoje só tenho dois mas possuo dezenas de teclados virtuais) mas, foi só à alguns anos atrás que, até que enfim, realizei um grande sonho comprando um piano de verdade. Acreditem, a versatilidade de um instrumento acústico (piano, violão, violino, sax, etc) é algo até difícil de explicar, é uma coisa organica, tipo simbiose do músico com o instrumento. Não importa que instrumento você toque, o piano deveria ser um instrumento obrigatório. Para mim, o piano é o lugar onde eu fico só e lido com as minhas emoções. Bom, o resultado das minhas aventuras pianisticas podem ser vistas e ouvidas aqui nos meus improvisos (1, 2, 3, 4)

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Barbieri comenta o álbum Master Blaster faixa por faixa

01 - Apocalipse Poison (Veneno Apocalíptico)

Nesta faixa existem dois samplers de vozes. O primeiro fala, "You Can Call Me Poison" (Você pode me chamar “Veneno”) e outro "There is no fucking culture there , you know!" (Seria o nosso equivalente à "Você sabe, não existe nenhuma merda de cultura lá fora!"). O primeiro sample originalmente era a voz de uma mulher falando sensualmente algo como “meu nome é veneno”. Eu, transpus o sampler da voz da mulher umas oitavas abaixo, deixando a voz dela bem grave, com timbre masculino, depois, picotei a frase palavra por palavra, grudando-as ao tempo da música o que, resultou em uma fala mais tribal. Eu estava querendo dizer que quando olhava através da janela da minha sala para a cidade de Londres, para a Inglaterra, não via cultura lá fora. Estava com ódio, estava ilegal, a imgração inglêsa não dava tréguas, meu passaporte italiano não saia, sentia o preconceito de ser um representante Terceiro Mundo, não podia voltar ao Brasil e é por isso que começo a música com a fala “você pode me chamar de veneno!”. No começo foi duro para me adaptar aqui, a solidão era grande e tive que fazer trabalhos muito abaixo do meu nível intelectual. Foi realmente difícil e minha arte refletiu isto.

O nome da música deveria ser apenas Poison mas, um amigo inglês que a ouviu, reconheceu na música o som que usei de um helicóptero e disse que esta faixa lhe recordava o filme Apocalipse Now. Achei um elogio pois gosto muito deste filme e então, acrescentei no nome a palavra Apocalipse.

02 - Slimelight

Exista em Londres, um clube perto do bairro de Angel chamado Slimelight. Eu fiz esta música especialmente para este clube que era bem radical e tinha um estilo bem pós Mad Max. Eu frequentei o lugar por anos! Levei várias bandas para visitar o clube. Entre elas destaco a banda Dorsal Atlântica e o vocalista e a guitarrista da banda PUZ. Os DJs do clube gostaram da minha música e ela acabou tocando no clube por vários meses. A voz que canta na música foi gerada pelo computador Atari usando um programinha que eu mesmo escrevi que, acelerava e mudava o tom da voz eletrônica. Hoje, coisa fácil de fazer mas não naquela época.

03 - Metal Shark (Tubarão de Metal)

Está é a única música que “canto” neste álbum. Pluguei o microfone no pedal de efeitos da guitarra e distorci minha voz ao máximo. Eu tinha visitado um cinema que tinha sido destruído num incêndio e depois, mais tarde sido invadido por umas tribos alternativas que fizeram umas festas no local. A polícia acabou fechando o lugar mas, junto com um amigo, pulamos o muro e fomos explorar o espaço. Numa sala enorme, os organizadores das festas tinham construído um tubarão de metal gigantesco usando todo tipo de lixo metálico encontrado. Carrinhos de supermercado, partes de carros, latas, folhas de zinco, etc., faziam parte da escultura. O tubarão ficava pendurado no ar por correntes. Recordo-me que, os olhos do tubarão eram um aro de roda de bicicleta. Não fazia muito tempo que tinha assistido um vídeo da banda Ministry ao vivo e , aquele tubarão de metal imediatamente inspirou-me à fazer uma trabalho na linha desta banda. “Faça o meu dia, me provoca para ver! Eu tenho um grande tubarão de metal dentro da minha cabeça pronto para te matar!” A letra, deixava claro minhas intenções! 



04 - Master Blaster

Esta faixa é o radicalismo do radicalismo. Foi gravada em K7 e copiada de novo em K7 e depois recopiada novamente em K7 para baixar a qualidade e depois passada para digital. Tem solo feito de ruído de máquina de furar elétrica, solo de guitarra invertido, vozes humanas trigadas pelo teclado, etc., etc., Os samples foram retirados do último filme Mad Max e o nome Master Blaster é o nome do gigante que luta contra o Mel Gibson dentro do Thunderdrome. O que eu estava tentando criar era um novo estilo que eu chamava de Thecnotrash onde eu incorporava um ritmo mais punk com Rock/Industrial.

 "We want to keep the brain and dump the body!" (Nós queremos ficar com o cérebro e jogar o corpo fora!)

05 - Surfing the Net (Surfando na Net)

Nesta música exploro contrastes. Por exemplo observem como o som do bumbo é limpo e o da caixa é sujo. No entanto, o interessante é a inversão de papeis onde na verdade a guitarra, trigada pelo computador está fazendo o papel da percussão. Outra coisa, é a velocidade aceleradíssima do ritmo da bateria.



06 - I Want To Be Clear (Eu quero ficar limpo) 



As raves estavam rolando por Londres, o som ácido de Detroit tinha redescoberto o baixo TB303 da Roland que por coincidência, tinha comprado um, logo quando cheguei em Londres. Esta música, no meio dela, abre espaço para um solo de TB303 e, mostra porque é que ele ficou tão famoso. Outro destaque desta música é a gravação da minha batida do coração que é acelerada e sincronizada com o rítmo. Não fazia muito tempo que em Los Angeles, negros e latinos tinham se revoltado, feito um quebra-quebra danado e posto fogo nos prédios. Esta música comenta de forma superficial este episódio e fala um pouco de drogas no sentido de que a música diz “Eu quero ficar limpo” e insite que "Nós podemos mudar o futuro".

07 - Synthetic (Sintético)

Tudo começou com o som do baixo. Eu queria criar um baixo repetitivo e sintético, procurando emular o som da banda Kraftwerk. Acho que consegui. O resto surgiu naturalmente onde a ideia foi repetir ao máximo e ser realmente sintético. Além da banda Kraftwerk outra influência nesta música foi de Laurie Anderson que foi o primeiro artista a mostrar que seria possível inverter o papel da voz, tirando dela o sentido linguístico e dando apenas o sentido de um som percussivo para um ritmo. Isto aconteceu na sua famosa música chamada Superman.

08 - Minimalistic Piano (Piano Minimalistico)

Se este álbum fosse um vinil esta seria a última faixa do lado A. Gosto muito deste solo de piano. No computador quando usamos um sequenciador, ficamos geralmente muito presos no tempo 4 por 4 e, até paresse difícil acelerar e desacelerar a música. Então, nesta música, justamente dou uma atenção especial para a dinâmica. É como se eu estivesse dizendo: "Escutem só! Eu não sou só capaz de fazer barulho, eu também posso tocar piano de uma forma agradável aos ouvidos" :-)

09 - The Beirut Battle (A Batalha de Beirute)

Naquela época, na imprensa, a guerra de Beirute era o foco das atenções e, naturalmente fiz esta música. Para mim, esta música é uma trilha sonora para um filme em que alguém está correndo em Beirute, por ruelas antigas, até chegar em uma encruzilhada. Nesta encruzilhada, numa esquina, perto de um muro, sentada no chão, está uma mulher árabe toda de preto que canta. O fugitivo para por alguns segundos, escolhe uma rua, um caminho e continua correndo.

..

10 - Second Chance (Segunda Chance)



Esta música é outra experiência interessante. Uma vez que no computador temos a possibilidade de colocar a voz exatamente onde queremos. Usei um gravador K7 para soltar a música mais ou menos aleatoriamente. Seria uma manisfestação algo meio anti sampler. A voz foi retirada direto da TV de um desenho animado Manga.



11 - The Cowboy Trip (A viagem do Vaqueiro)

Estava em voga um ritmo dançado por vaqueiros norte americanos e, o artista Beck andava fazendo uns sons interessantes mais ou menos nesta linha. Então, apenas quis explorar as possibilidades do estilo fazendo alguma coisa com um certo humor.

12 - I Want To Be Clear (Early Mix) – (Eu quero ficar limpo - Uma mixagem antiga)

Tempos depois de gravar a versão final desta música, voltei à escutar esta primeira mixagem e, achei que ela ainda tinha seu valor e merecia ser ouvida.



13 - Minimalistic Piano (Arranged) (Piano Minimalistico - arranjado)

Neste remix, peguei a gravação original e separei a mão direita da mão esquerda. A mão direita continuou tocando o piano e a esquerda tocou as mesmas notas só que no baixo. Acrescentei um arpégio por cima, dupliquei as notas do solo do piano e coloquei-as para tocar a bateria em uníssono com o piano e baixo. O resultado é um som meio medieval na linha da banda Dead Can Dance.

Comments (2)

Oi Barbieri, parabéns pelo trabalho, tem como eu conseguir uma cópia deste disco? Abraços!<br /><br />Barbieri Responde: Obrigado David! Acabei de enviar o link para o seu email!

 
  1. orlanda

Obrigado pela musica de "There then after" e todos as tuas musicas que serviram para ilustrar o meu trabalho, bela colaboração, espero poder trabalhar contigo longos anos ainda... Merci Brother.

 
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Comentários

Anderson Freitas posted a comment in Monterey Pop Festival (1967): Contado por quem esteve lá!
Saudações! Eu sempre acesso esse site para ler essa história. Fique muito triste agora. O senhor Stan Delk faleceu em 2016.<br />https://www.findagrave.com/memorial/171638689<br /><br />Descanse em Paz!<br /><br />Barbieri Comenta: Ele foi muito gentil comigo, disponibilizou o seu texto e acreditou nas minhas boas intenções! Quanto a matéria ficou pronta ele ficou muito satisfeito! R. I. P.
Neuza Maria posted a comment in Tony Osanah: Um argentino bem brasileiro
Muito interessante essa matéria sobre o Tony Osanah. Sou amiga pessoal dele há mais de 30 anos e hoje relembrei muitas coisas sobre ele, que já havia me esquecido. Grande talento! Ele está em visita no Brasil, esteve em Peruíbe até o dia 24 de janeiro e deverá retornar para a Alemanha no dia 07 de fevereiro. Pena que não programou nenhuma apresentação por aqui.
Daniel Faria posted a comment in JAJI: Homenagem postuma!
Tive o grande prazer de trabalhar com Jaji na decada de 1990. As festas no apartamento dele eram legendárias. Só fiquei sabendo da morte dele em 2017 e fiquei bem triste. Ele faz falta e será sempre honrado pelo público Metal de São Paulo.
Olá Barbieri! Que legal esse artigo, é sempre maravilhoso poder "beber" de fonte sábia. Neste sábado, 13/01/2018, teremos a chance de conferir o ensaio aberto da Volkana no Espaço Som, em São Paulo. A boa notícia é que, a exemplo do Vodu, que voltou à ativa em 2015, as meninas também decidiram se reunir, esperamos ansiosos que depois desse ensaio aberto role outros shows por ai. Um grande abraço!
Já sofremos muito também tentando fazer festivais. Mas resolvemos nos dedicar ao rock nacional de outras formas. Lançamos nosso primeiro disco https://base.mus.br que é para mostrar nosso amor pelo rock brasileiro.
André Luiz Daemon posted a comment in Luiz Lennon (Beatles Cavern Club)
Olá, boa noite! Alguém poderia me dizer o nome da música de abertura do programa Cavern Club que foi ao ar após o falecimento do saudoso e inesquecível Big Boy.<br />Logo após o seu falecimento, outro locutor entrou em seu lugar, e a abertura do programa era com o ex-Beatle Ringo Starr cantando.<br />Se alguém souber, por favor, me mande por e-mail, procuro essa música há muitos anos e signiifca muito para mim.<br />Valeu, abraços aos Beatlemaníacos que nem eu!!
José Carlos posted a comment in Tony Osanah: Um argentino bem brasileiro
Confirma pra mim, eu ouvi falar que o vocal da música Graffitti do Paris Group e de Tony Osanah, e que na realidade a banda nunca existiu. Foi um jingle produzido exclusivamente para a propaganda da calça Lewis e devido ao sucesso na televisão foi forjada uma banda para gravar um compacto e faturar uma grana em cima. É verdade?<br /><br />Oi José Carlos, sinto muito mas não tenho como confirmar esta história, entretanto, sei que nos anos 60 e 70 várias bandas brasilerias gravaram faixas em inglês usando nomes fictícios. Quer dizer, não será surpresa se for verdade!
Em se tratando de ROCK, é sem dúvida A Melhor Banda de ROCK até hoje.Acho o som deles o máximo. Conheci a pouco tempo (2010) e ouço desde então... Muito feras
jeronimo posted a comment in Delpht - Far Beyond (CDR Demo - 1997)
você podia disponibilizar essa demo para download pois ela não se encontra a venda
Parabéns Barbieri!!! ficou perfeito, muito original e harmônico, com o peso certo. Muito gostoso ouvir seu som.
CK posted a comment in Carioca & Devas
Ei! Obrigado por este artigo, ótima história e histórias.<br /><br />Hey! Thank you for this article, great history and stories. <br /><br />Thanks again!<br /><br />CK
Eu tinha 14 para15 anos em 1966 quando estava com outros amigos mais velhos e todos cabeludos na Av.Sao Luiz quando começaram a jogar pedras e saímos correndo pela. 7 de abril descemos a 24 de maio queriam nos matar uma multidão eu entrei no Mappin até chegar a polícia para nós tirar de lá.
De acordo com um set list desse show que achei na minha coleção, as músicas tocadas foram Maria Angélica, Perfume, British, Variações, Dissipações, Súplicas, Boca e Vade Retro.
Muito legal ver isso. Estive em muitos shows aqui relatados. O festival com o Dorsal, Vulcano em Santos, teve uma cena memorável quando o vocalista do Crânio Metálico, da Bahia, entendeu que as pessoas gritavam "côco metálico" para a banda e nao o nome coorreto. Ele se indignou com a falta de respeito e chamou as pessoas as briga. Muitos se solidarizaram com o vocalista da banda e o aplaudiram, repugnando o preconceito. Me lembro ainda que nesse show jogaram confete na apresentação do Vulcano e depois a serragem. Era tempo de ascenção do Death Metal e que muitos ridicularizavam o Black Metal... Cena triste também... Mas foi uma noite ótima. Vulcano mandou bem e Dorsal fez um show primoroso.
Charles Campos posted a comment in Soul of Honor
https://www.youtube.com/watch?v=Sn2ckIF0Gbk
Charles Campos posted a comment in Soul of Honor
Boas recordações de minha adolescência!!!<br />Assisti a uma apresentação do <br />Bodas de Sangue no Espaço Retrô (Senão estiver enganado)<br /><br />Foi uma baita apresentação!!!
CASSIO VIEIRA posted a comment in Carioca & Devas
Pessoal, alguém saberia me dizer se neste 'Ensaio (1977)' é o Tom (acho que o sobrenome dele é De Maia ou algo assim) que está tocando bateria? Ele morava no meu bairro, e o pai dele era dono da escola em que eu estudava, Colégio 7 de Setembro.
"Suspeitei desde o principio..." (Chapolin Colorado)<br /><br />Muito legal o texto, vivo fazendo coisas no automatico e com o maior temor de ter um colapso mental, e tenho tambem aprendido coisas novas sempre, autodidata por natureza. Agora estou mais tranquilo e posso tranquilizar outras pessoas a minha volta, a solucao e a causa do problema sao simples, (talvez eu tenha que me render aos passinhos de dança do ventre de vez em quando...).<br />Parabens pelo texto
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