Made in Brazil

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Made in Brazil comemora 40 anos de rock'n'roll com lançamento de novo CD chamaddo Rock de Verdade.

Pré-produção

O
Made realizou uma pré-produção de quase 50 horas entre os meses de dezembro 2007 e Janeiro 2008 em um estúdio no Bairro da V. Pompéia, o Garagem.

Participaram os músicos que estão excursionado na Tour 40 Anos e que também participaram dos arranjos e montagens das 14 musicas novas e inéditas que farão parte do disco.

A Gravação

O
 Made in Brazil, logo após o Carnaval de 2008 no mês de fevereiro, deu inicio as gravações definitivas dessa nova produção. Na estimativa inicial, o trabalho deverá ser gravado em mais ou menos 120 horas de gravações no Estúdio Flap que fica no bairro da Bela Vista na capital paulista.

O lançamento está previsto para o final do mês de setembro de 2008 pela gravadora da banda, a Made in Brazil Records, em produção independente.

Rock de verdade!

O Made in Brazil
volta aos estúdios para gravar um disco com 14 músicas inéditas depois de 9 anos! O último trabalho em estúdio foi o Sexo, Blues & Rock´n´Roll de 1998. Nesse período, o Made lançou três CDs; dois CDs ao vivo, os acústicos Fogo na Madeira Vol. I e Vol. II e o censurado Massacre, com as gravações originais de 1977 que haviam sido proibidas pela censura da ditadura militar que comandava o Brasil na época.

Rock de verdade!, o 14ª disco da discografia oficial do Made (fora as participações em coletâneas), será o primeiro trabalho da banda gravado digitalmente e contará com 14 temas novos, todos inéditos, entre eles vários rocks como: Festa na Pompéia (tributo as bandas e artistas que foram “esquecidos” nas músicas “Arrombou a festa” e “Festa de arromba”), Me abraça e me  beija, mas larga a cervejaQueimo pão de queijo, mas não queimo a rosca, Milk shake & Rock´n´Roll, Tô ligado em Rock´n Roll, Rock de verdade!, Gata Ingrata (homenagem a Jerry Lee Lewis) e Pro Raul (homenagem a Raul Seixas). O Hard Rock Vida Loka, o Blues tradicional Tenho lenha pra queimar, dois números de Rhythm´n´Blues: Anjo de cara suja, Todo dia rola um Blues (homenagem a B.B. King & Elmor James) e as baladas Você é meu sol... e Plugado no infinito. A produção está a cargo de Oswaldo “Rock” Vecchione & Deborah Carvalho e a direção de estúdio mais uma vez esta por conta de Oswaldo “Rock” Vecchione, Celso “Kim” Vecchione e Tony Babalu Medeiros (bases e vozes). Coordenação Musical:, Celso “Kim” Vecchione & Oswaldo “Rock” Vecchione. 

Convidados especiais

Foram convidados e confirmaram presença no disco alguns amigos como Marcelo Nova, que
 deverá fazer um dueto com Oswaldo na homenagem ao velho amigo e mito do rock brazuca Raul Seixas - “Pro Raul” (O Raul foi pro Beleléu).

Celso Blues Boy também deverá participar cantando e tocando guitarra no blues “Tenho lenha pra queimar”. O super batera Franklin Paollilo (ex. Made) vai participar da música “Gata Ingrata” e o amigo e cantor Serguei  do tema principal que dá nome ao disco, o rockão “Rock de Verdade!”. Quem deve aparecer para gravar guitarra é o ex. guitarrista argentino do MADE Alejandro Marjanov “Ale” (que tem o recorde de mais de 10 temporadas seguidas como o guitarrista solo da banda) para uma sessão de “slide guitar”.

Já participaram da gravações

Paulão de Carvalho,
vocalista dos Velhas Virgens,  fez uma participação e detonou nos vocais com Oswaldo, na música: “Eu queimo o pão de queijo, mas não queimo a rosca...”e “Rock de Verdade!”. Tony “Babalu” Medeiros que fez um belo solo de guitarra em “Festa na Pompéia”.

Quem veio direto da Alemanha e já participou gravando violão foi o mestre do Blues o cantor e guitarrista argentino Tony Osanah (ex. Made), que está fora do Brasil há quase 20 anos e que fez questão de participar desse disco comemorativo dos 40 Anos do MADE IN BRAZIL. Outro amigo que veio de Campo Grande MS foi o tecladista “Fralda” do Bando do Velho Jack e fez uma participação no piano e no teclado em duas músicas , a balada “Plugado no Infinito” e no Hard “Vida Loka”, Marcelo Atanabi participou de algumas músicas detonando nos slides. 

Vale lembrar que o Made encontra-se em estúdio com sua formação oficial:

Oswaldo “Rock” Vecchione – Voz, baixo, gaita e percussão.

Celso “Kim” Vecchione - Baixo.

Deborah Carvalho – Backing vocals, percussão.

Caio “Carl” Durazzo – Guitarra e backing vocals.

Fabio “Bad boy” Brum – Guitarra.

Wanderley Issa Mafra – Teclados.

Octavio Lopez “Bangla” – Sax.  


Participação especial

Magaly
  Lieri
– Back vocals

Paula Motha – Back vocals

Rick Vecchione – Bateria 


A história contada por Leopoldo Rey

São 40 anos de uma banda MADE IN BRAZIL só para tocar Rock ’n’ Roll, completados em 2008.

A rebeldia jovem existe desde que o mundo é mundo. No entanto, a trilha sonora para essa rebeldia surgiu nos anos 50, quando a mistura de country (em sua variante mais caipira, o hillbilly) com o negro Blues começou a ser tocada em rádios dos EUA pelo DJ pioneiro em música jovem, Alan Freed, que a batizou com o nome de
Rock ‘n’ Roll. Essa palavra ele criou para definir música feita especialmente para jovem. Uma palavra de duplo sentido que tanto podia significar ‘divirta-se’ quanto ‘deite e role’, ou ainda, ‘transe para valer’. Essa música acompanhou nos últimos 40 anos todos os movimentos de protesto jovem, desde os tempos dos cabelos brilhantinados e com topete , até as roupas coloridas, ou extravagantes, de hoje em dia. O que era no inicio apenas moda, ritmo para dançar e namorar acabou virando comportamento, estilo de vida escolhido pelos jovens para demonstrar suas insatisfações para com uma sociedade que não sabia para onde ir após uma grande guerra.

No Brasil a coisa não foi diferente, embora com outras proporções. E com o Made in Brazil, tudo começou na Meca do Rock paulistano, o bairro da Pompéia, em 1967, quando os irmãos Oswaldo e Celso Vecchione, apaixonados pelo Rock ‘n’ Roll, se juntaram a alguns amigos para formar um grupo do estilo.

De lá até aqui, a banda teve muitas formações e atravessou os mais variados movimentos como o ‘pop’, ‘beat’, ‘flower power’, ‘glitter’, ‘tropicalismo’, ‘psicodelismo’, ‘punk’, ‘hard’, ‘heavy’, entre outros. Também enfrentou os muitos modismos como ‘discotheque’, ‘dance’, ´ lambada ´, ‘house’, ‘techno’, etc. E nunca se prostituiu, sempre esteve fiel ao Rock.


Capa do primeiro album (frente)

Em seu repertório sempre constaram músicas influenciadas, ou ‘covers’, de gente como Animals, Rolling Stones, Chuck Berry, Bill Haley, Muddy Waters, Howlin Wolf e tantos outros Blues rockers.

Ali por 1973, o Made passou a fazer shows com repertório totalmente cantado em português, especialmente com composições próprias.

Em 74 foram contratados pela RCA Victor, que os manteve sob contrato até 1980.

Nesse período lançaram seus primeiros álbuns, sempre de muita aceitação do público rockeiro, o que acabou por lhes angariar enorme número de seguidores: ”Made in Brazil” (74), “Jack. O Estripador” (76), “Paulicéia Desvairada” (78), “Minha Vida é o Rock ‘n’ Roll” (80) e participação na coletânea de 75, “Implosão do Rock”.


Em 85, o grupo passou para a RGE, onde lançou mais três álbuns: - “Deus Salva e o Rock Alivia” (85), “Made Pirata- Volumes I e II (86); e fez uma participação super especial na coletânea” “Metal Rock” 85”.

Em 92, os Vecchione Brothers, Celso e Oswaldo, resolveram resgatar suas origens, calcando suas composições e shows, outra vez, no Rhythm ’n’ blues e no Blues tradicional, Lançando de forma independente o álbum “In Blues”, totalmente gravado ao vivo no Sesc/Pompéia, em São Paulo, que foi relançado em CD no final de 98. Ainda em 92, sua antiga gravadora, a BMG (ex RCA), lançou então um CD coletânea “Rock” Série Acervo com vários artistas e seus sucessos e lógico o MADE. A dose foi repetida em 94 com o CD “MADE IN BRAZIL da mesma série contendo 14 sucessos, dos quatro primeiros álbuns da década de 70.

Em 97, a RGE relançou em CD “MADE - Pirata, juntando em um mesmo CD os dois discos. Até então foram 10 álbuns, participações em antologias e coletâneas, 13 discos no total. .

Em 98 para comemorar todos esses anos de estrada, o Made lançou pelo seu próprio selo, o Made in Brazil Records, seu 10º álbum , o CD “Sexo Blues & Rock ‘n’ Roll”. Foram dois anos de gravações, 250 horas em estúdio de 24 canais. Tudo digital. São 14 novas composições do mais alto nível, sempre contando com letras que tem sido a marca registrada do estilo de vida de todos que tem passado pela banda. Com especial destaque para “Rock da Pompéia”, “Remédio Para Dormir”, “Blues da Madrugada”, “Comi Uma Sereia”, “Sexo, Timão e Rock ‘n’ Roll”, “Um Beijo”, “Vai Trabalhar Vagabundo” (com letra do crítico Leopoldo Rey) e “Novamente na Estrada”.

O álbum traz a formação atual do Made:-
Oswaldo ‘Rock’ Vecchione - vocal, baixo, gaita e guitarra; Celso ‘Kim’ Vecchione - guitarra, baixo e teclados; Deborah Carvalho - percussão e back vocal e Rick Vecchione - bateria (filho de Oswaldo).


Nas gravações o grupo contou ainda com as colaborações guitarrísticas de Serafim Buontempi, Antônio MedeirosBabalú”, (um membro especial do grupo) e Alejandro Marjanov. Atuaram também Wander Issa Mafra nos teclados e baixo e Octavio Lopez o “Bangla” no sax. 

O disco traz ainda a participação de
muitos convidados, entre eles Sérgio Dias
Baptista, Charles 
Capa do primeiro album (verso)

Gavin, André Christóvam, luiz Carlini, Nasi, Roger, Clemente, ao todo, participaram 23 amigos, verdadeiras “feras” do Rock nacional !!!!!!!!! 

E com esse disco, o Made in Brazil caiu na estrada novamente com a turnê “ Heróis do Rock’ (onde também participam varias bandas dos anos 70 como O Terço, Tutti Fruti, Pholhas ,Bicho da Seda ,Blindagem ,Patrulha do Espaço, Casa das Máquinas e outros ...) e com o show ”Sexo, Blues & Rock ´n´ Roll “ pelo Brasil .

Em Fevereiro de
99 o MADE começou as gravações ao vivo de seu novo trabalho o CD Acústico na cidade de Campinas. Em março a gravadora BMG relançou dois CD com os quatro primeiros álbuns da década de 70, no formato dois LPs em um CD. Até então foram 10 álbuns e mais a participação em 3 coletâneas, 13 discos no total, sendo que só o disco “Deus Salva, o Rock Alivia” (85) ainda não foi relançado em CD.

Em Setembro de 2000, o MADE completou as gravações do novo CD “Fogo na Madeira” - Acústico, gravando o show realizado com muito sucesso no Bourbon Street em São Paulo, um dos mais importantes espaços dedicados ao Blues no Brasil. O lançamento oficial aconteceu no mês de outubro de 2000, e rapidamente vendeu duas 

Capa do álbum Minha Vida é Rock'n'roll (frente)


prensagens, já estando na terceira fornada. O sucesso e a repercussão foram tão grandes que o MADE gravou um 2o volume no Teatro SESI, também ao vivo, com a participação especial de vários amigos como: Netinho (Incríveis), Wander Taffo (ex: Made, Ex: Rádio Táxi), Hélcio Aguirra e Paulo Zinner (ambos do Golpe de Estado), 

Capa do álbum Minha Vida é Rock'n'roll (verso)

Caio (Velhas Virgens), Edu Ardanui (Dr. Sin), Roberto Lazarrini (ex: Made), Luiz Carlini (Tutty Fruti) , Cornelius , Caio Flavio e outros grandes músicos que aturaram no passado na banda.

O CD Fogo na Madeira vol. 2 foi lançado em dezembro de 2001 com uma ótima aceitação por boa parte dos críticos de Rock brazucas e com uma tiragem inicial de 3000 CDs .

Em
2005 o MADE IN BRAZIL viajou pelo Brasil – Tour 2005 com dois shows diferentes, o show  tradicional no  formato elétrico e também com o Show “FOGO NA MADEIRA” no formato Acústico.
Ainda em
2005 mais precisamente no final do ano,o MADE lançou oficialmente o CD “MASSACRE”, o disco que foi gravado em 1977 e que havia sido proibido pela “Censura” na época da Ditadura Militar. O que seria o terceiro disco na discografia oficial do MADE , agora se concretiza quase 30 anos depois como o 13° disco da banda, fora às participações em coletâneas.
Agora em
2007 com nova formação (depois de 10 anos sem mudanças de músicos, um fato raro no MADE) a banda cai na estrada com seu novo show “Rock de Verdade!” e se prepara para gravar mais um disco com o mesmo titulo  com 16 músicas inéditas.       

Pelo MADE passaram mais de 80 músicos de altíssimo nível “rockeiro & musical”,em quase 140ª formações oficiais.

O MADE é com certeza o grupo de maior atividade na área. Sempre manteve acesa a chama do Rock e do Blues no Brasil, e em toda a América latina.
Os jovens brasileiros sempre tiveram nos “Bad Boys” da Pompéia um exemplo de rebeldia e a resposta de suas questões de inconformismo. Tudo sempre acompanhado por um som visceral e pulsante.

Periga ver que o público que tem assistido o Made in Brazil não é só formado por velhos seguidores. Há um interesse muito grande de boa parte da juventude atual pelo som dos anos 70 e pelo MADE, alias essa tendência de valorização de tudo o que era feito nos anos 70 é mundial , e não acontece só no Brasil, e a renovação de publico tem sido rigorosa e constante nos últimos anos , não só em São Paulo , mas em todo o pais.
Afinal de contas, é uma banda Made in Brazil, feita para tocar o puro
Rock ’n’ Roll com muita adrenalina, muita garra, e muito tesão. E se “Deus Salva, o Rock Alivia...”, quem gosta de “Rock de Verdade” dificilmente envelhece na cabeça.

Por Leopoldo Rey
Leopoldo Rey é Radialista, jornalista, crítico musical e
obviamente fã do Made in Brazil


Memórias do Barbieri
 
Trabalhei com o Made lá pela primeira metade dos anos 80.

Tudo começou um dia no início de 1981 quando inesperadamente o Oswaldo apareceu na Rocker que era a minha lojinha que vendia discos e camisetas lá no Itaim Bibi em São Paulo. Como não fazia muito tempo que havia patrocinado uns cartazes para um show da banda Patrulha do Espaço, me pareceu que ele tinha vindo para sondar o território.

Acabei fazendo iluminação e efeitos especiais para vários shows da banda ao mesmo tempo que minha vida passava por uma reviravolta tremenda onde, a Rocker falia deixando-me numa crise financeira danada ao mesmo tempo que vivia minha primeira separação matrimonial. Foi diante deste cenário que entrei de sola na produção de shows.


Alguns momentos significativos que tive com o Made:

Rock Horizonte (Minas Gerais) no Estádio do Cruzeiro em Belo Horizonte com a participação de muita gente boa destacando-se Raul Seixas e Jorge Benjor. Estive lá apenas para, eletronicamente, detonar uma explosões de palco e acender uns fogos de artifício. Foi a primeira vez na minha vida que viajei de avião e também a primeira vez que aproveitei um pouco as mordomias reservadas aos artistas.

Barbieri e Judy Spencer
no Palco do Rock Horizonte

Mônica Lisboa era a empresária e Judy fazia iluminação da Rita Lee e Tutti Frutti no começo da história da banda em 1973. Um pouco depois, judy também virou produtora em sociedade com a Mônica e, as duas deixaram a Rita e foram trabalhar com outros artistas como Simone, Frenéticas, etc.

Rock Capital (Santa Catarina) festival para mais de 20.000 pessoas num estádio de futebol no final de 1985 em Florianópolis (na ilha) onde levei o Made e também a banda Excalibur. A banda RPM encerrou o show do sábado precedida pelo Excalibur e o Made encerrou o show do domingo. O show do sábado da banda Excalibur foi tão bom que foi convidada a abrir os shows de domingo (recebendo dois pagamentos). Neste evento, surpreedentemente, acabei liderando a coisa e virando o apresentador do evento.

Cometa Rock Festival (São Paulo) no Clube Radar Tantan com as bandas Made in Brazil, Alta Tensão, Platina e Karisma. As três primeiras bandas lançavam albuns simultaneamente neste show. Um evento tão raro no Brasil quanto a passagem que acontecia do Cometa Halley.

Metal, Rock & Cia (São Paulo), festival que produzi no Sesc-Pompéia envolvendo 19 bandas em dois fins de semanas acontecido em agosto de 1985. Este foi o último evento que estive envolvido com o Made.

Para quem não sabe, O Made in Brazil e o Oswaldo Vecchione, baxista e vocalista, são a mesma coisa. É indivisível.

No meu tempo, o Made carregava uma aura de maldito. Tinha sido sempre uma banda que despertava extremas emoções. Era a típica banda que, ou se amava ou se odiava. Me parece que esta imagem ainda perdura entre parte do público antigo e principalmente na comunidade musical. Eu nunca tive nenhum problema sério com o Oswaldo. Talvez simplesmente porque desde o principio coloquei minhas condições de trabalho:

• Sempre viajei no mesmo carro que o Oswaldo.
• Sempre tive minhas refeições juntamente com ele.
• Nos hotéis e hospedarias sempre dormi em quarto separado.
• Sempre recebi valor fixo e pago imediatamente depois do show em dinheiro.

O Oswaldo sempre foi um roqueiro 100% do tempo. Para viver exclusivamente de rock no Brasil ele teve que fazer um "malabarismo" danado e muitas vezes agiu de uma forma, que considero, questionável com os outros músicos da banda. Não é àtoa que o Made é a banda que mais teve trocas de integrantes no Brasil.

Eu sempre me perguntei como era possível que mesmo depois de situações muitas vezes totalmente inaceitáveis os músicos sempre acabavam voltando para o Made. Bom, à meu ver, vários podem ser os motivos:

• Naquele tempo o Made era uma das únicas bandas de rock que conseguiam tocar várias vezes por mês. Se o músico não tinha a satisfação financeira pelo menos tinha a profissional!
• Os shows do Made do ponto de vista de quem estava no palco tocando eram hipnóticos e viciantes.
• Todo show era rock'n'roll como deveria ser e com boa receptividade de público.
* A personalidade do Oswaldo, forte e carismática, fazia você sentir-se sempre como parte da melhor banda de rock do país.

O Oswaldo sempre foi Sex and Rock'n'roll. Nunca tinha conhecido um cara tão enrolado com as mulheres. Sempre com mais de uma e criando a maior confusão. Mais de uma vez sobrou até para mim que tive que salvar a situação distraindo uma enquanto ele estava com a outra. Quando davamos por nós estavamos todos envolvidos com os problemas sentimentais do lider da banda :-)

Na minha opinião, não obstante os problemas "off stage", a banda Made in Brazil deve ser lembrada pela sua consistência e legado roqueiro, perseverança e poder de fogo. O Oswaldo com todas as suas imperfeições está na minha lista das 10 mais importantes figuras do rock nacional.

Não deixe de buscar na nossa rádio as 
 gravações raras e exclusivas do show feito pelo Made in Brazil no Sesc-Pompéia no dia 03 de agosto de 1985 numa apresentação surpreendente.

Por A. C. Barbieri

 

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Comentários do Leitor

  • Vodu: Lembrando o álbum No Way...
    Esse disco faz 20 anos e eu relembro o fato (Alô Roberto - Mad house - Av T2/Goiania) de uma quase vias de fato por que o dono da lojinha nao fazia esse ep por o preço justo (de Ep e nao Lp) Bons tempos = maus tempos. O VODU terminava a década e fechava um ciclo que durou tres discos, ansia pra chegar lá, garra e uma certa falta de coesão musical.(ainda tenho o exelente 'seeds' em vinil - J.A. Torquato/front cover) Muito Obrigado por postar isso aqui!!!
    25.08.10 00:11
    Por Luciano
  • Camisetas Rocker
    Me lembro muito bem da Rocker (trabalhei lá), realmente foi um tempo de sonho e grande luta que transformou cada um de nós. Cara vc venceu parabéns... Barbieri comenta: Grande lido que ótimo saber de você! Não vamos mais perder o contato! Para quem não sabe, o Lido foi um grande parceiro, amigão que esteve envolvido intensamente em alguns dos meus projetos. Sempre trabalhou por amor à coisa e não por dinheiro. Nunca ganhamos nada mas tivemos experiências memoráveis. Com ele formamos a banda Atta...
    24.08.10 18:14
    Por Lido
  • Kim Kehl: Ouça aqui este proga...
    BEM LEGAL !..........CURTI MUITO ....
    24.08.10 16:54
    Por LANDONETO
  • P.U.S.
    o clipe de seu verino chegou ate o top 20 sa mtv brasil
    18.08.10 22:37
    Por galvao
  • Carlo Tonalezzi: De Cérbero à ...
    amazing!!!!
    17.08.10 20:09
    Por CLAUDIO CRUZ
  • Zhema fundador da banda Vulcan...
    SENSACIONAL! obrigado por disponibilizar essa gravação! ainda por cima com esta qualidade o que é quase um milagre, tá matando a saudade do "Live".valeu!
    16.08.10 22:31
    Por Luciano F
  • Os Anos 70: Capítulo I - Gangs...
    Me ajude a achar A PEDRA, lendária banda paranaense do começo dos anos 70. Obrigado e um abraço.
    24.07.10 13:40
    Por reginaldo
  • Arnaldo Baptista
    Perfeito. Eu adoro o trabalho do Arnaldo e fiquei feliz com muitas informações que ainda não sabia sobre ele, que tbm não foram relatadas no documentário Loki. Long Live Rock N' Roll!
    21.07.10 19:21
    Por Didío Souza
  • Platina e Ozone: Vídeo raro do...
    ESTAREI FAZENDO UM ESPECIAL COM O DARIL. TE MANDO A DATA. EXCELENTE ESSE VÍDEO
    17.07.10 14:26
    Por PAULÃO ATITUDE
  • Um ano sem Coquinho!
    Conheci o Coquinho em outubro de 1992, no estudio Transamerica em São Paulo.Ele estava fazendo a gravação de apenas uma musica do CLAUDIO CELSO e VERA NEGRI.Eu via cara dele, e logo depois eu lembrei da foto do PATRULHA. Foi a 1ª e unica vez que vi ele
    13.07.10 22:34
    Por João Carlos
  • O Espelho
    Renata, eu conheci uma banda com nome de chave geral a muito tempo em minas e realmente eles lançaram um disco..se puder me mandar um Email posso tentar conseguir algo..abraços
    13.07.10 19:52
    Por Edson reis
  • Platina e Ozone: Vídeo raro do...
    Caro Celso, vi o vídeo do Ozone e me encontrei na Platéia prestigiando o seu trabalho. Parabéns ! Fernando Nota do Barbieri: Um grande abraço! Fico feliz que também ajudei a resgatar a sua memória!
    09.07.10 19:50
    Por Fernando
  • O Espelho
    Preciso saber se as bandas Choque Geral ou Chave Geral lhes lembra algo. Foram as bandas do meu pai que lançou seu vinil nos anos 80 e agora eu tento resgatar alguma lembrança pois foi o ano que nasci e meus pais se separaram, e não encontro nada na net gostariade saber. Ele se apresentou em alguns programas como Toquem Rock e Perdidos na Noite por favor me respondam pelo meu email, obrigada.
    06.07.10 23:33
    Por Renata
  • Hanagorik
    Gostaria de saber se a banda Hanagorik vai fazer show em Surubim/Recife e quando. Se souber por favor me avisei pelo o e-mail obrigada.
    05.07.10 16:38
    Por MICHELE
  • John Lennon: Nowhere Boy, novo...
    Sabe, eu não acho que o filme tenha sido um "rebate" ao The USA vs John Lennon porque são filmes que tratam de fases muito diferentes na vida do Lennon. Poxa, qual adolescente não é idiota/estupido/arrogante? Poucas pessoas tem a "cabeça boa" na adolescência. Vi o filme e adorei ver que até o saudoso John Lennon cometeu erros que todos cometemos ou iremos cometer quando jovem. E eu to pra te dizer que tu balanceou foi é nada pra quem sabe pouco sobre o John. Barbieri Responde: Não escondo que so...
    20.06.10 04:45
    Por Julia
  • Matty Duncan: O Reggae feito p...
    Cara, sou assim como Matty, compositor e cantor de reggae , também estudo mixagem e estou gravando e mixando, eu mesmo, o meu primeiro CD depois de muitos anos. Me emocionei e me identifiquei muito com a historia de Matty. Entrei no site para pesquisar algo sobre mixagem e me deparei com essa emocionante historia! Vou repassar este artigo para meus amigos!!! Barbieri Responde: Obrigado pelo comentário! Fico feliz que tenha gostado! Quando as pessoas se identificam e se emocionam é sinal de que a...
    19.06.10 17:19
    Por frank
  • Platina e Ozone: Vídeo raro do...
    Grande trabalho! Áureos tempos que não voltam mais. Hoje só mediocridade e Pro Tools(arrghhh)
    07.06.10 13:13
    Por Bonadia
  • Mutantes e Seus Cometas no Paí...
    Essa parte aparece exatamente igual no primeiro cd dos Mutantes em 68 na faixa Tempo no Tempo. Barbieri comenta: Oi Luiza! Obrigado pela informação! Confesso que não sabia...
    05.06.10 00:00
    Por luiza
  • O Homem na Lua: 40 Anos! (20/0...
    Gostei muito do conteudo meu pai tambem recebeu uma carta da nasa em 1969, e eu guardei o selo e gostaria de vende-lo. tambem sou interessado nesse tipo de materia você está de parabens!
    21.05.10 14:13
    Por
  • Cerimônia em frente do túmulo ...
    Achei espetacular,vc está de parabéns e so vc mesmo para lembrar-se de detalhes tão importantes e marcantes para a historia do mundo.Cordial abraço
    20.05.10 11:14
    Por
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