Para ser franco, o pessoal do metal nunca foi um pessoal bom de briga. Os punks na sua maioria eram movidos a pinga ou anfetaminas enquanto que o público do rock pesado na sua maioria vinham aos shows "caretas", movidos à cerveja ou no máximo um fuminho. Tudo gente pacífica! Em toda a minha carreira nunca tive um problema de violência com o pessoal do metal nos meus shows. Aliás, em termos de classe social a coisa estava mais ou menos dividida assim: Pobre (Punk • Pinga • Anfetaminas). Classe Média (Rock • Cerveja • Fumo) e Rico (Bossa Nova & Jazz • Whiskey • Cocaína)
OK! Divaguei de novo! Mas, voltando ao teatro, a polícia até que enfim apareceu e pegou todos os punks numa estação de trem próxima. Foi bom porque se não achassem os culpados eu teria, como responsável, que pagar por todo o prejuízo. Infelizmente o show do segundo dia teve que ser cancelado e acabamos perdemos dinheiro com o aluguel do equipamento de som.
Imaginem a cena: O Barbieri correndo com uma picareta com as pontas "ensanguentadas" atrás de um punk com cabelo cortado tipo moicano e segurando uma machadinha. Sinto vontade de rir mas a verdade é que naquele momento a coisa foi séria. O que é que eu faria com a picareta se o punk parasse e me enfrentasse? Sei lá! É bom nem pensar...
A música “Barrados no Baile” do Eduardo Dusek estava fazendo sucesso nas rádios e como resultado no jornal local saiu a manchete: “Punks barrados no baile quebram tudo!”. |